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Cacau é alternativa para agricultores



 Segundo Clébio Lima Barreto, gerente do escritório da Emater em Jaci-Paraná, durante o dia especial os agricultores envolvidos tiveram a oportunidade de conhecer as técnicas de manejo na lavoura cacaueira. “A comunidade apresenta um potencial excelente para essa prática e há muitas lavouras de cacau onde as mesmas precisam de manejo correto”, justifica o gerente.

Nativo da América Central, mais precisamente no México, o cacau já era cultivado pelos astecas. Considerado fruto sagrado, a cultura local exigia solenes cerimônias religiosas para seu cultivo. Foi somente após a chegada de Cristovão Colombo à América, em 1502, que o cacau chegou ao conhecimento do mundo civilizado. Hoje, mais de 500 anos depois, o fruto do cacaueiro é consumido em quase todos os países das mais diversas formas: alimentos de valor nutritivo como o chocolate, nos cosméticos, em polpas, sucos, vinhos, licores e até como adubo e ração para os animais.

No Brasil o cacau chegou somente em 1746, na Capitania de São Jorge dos Ilhéus, hoje município de Canavieiras, na Bahia, a cultura cacaueira. O local apresentava condições climáticas, topografia e solo propícios para o desenvolvimento da cultura.

Trajetória

O cacau já foi um dos produtos mais exportados pelo Brasil e foi de grande importância econômica para o desenvolvimento da Bahia. Em 2002 84% da produção se concentravam naquele estado, embora outros, como Espírito Santo, Pará e Rondônia também produziam a cultura.

A década de 90 foi uma das piores para a lavoura cacaueira. Em 1992 o Brasil passou a ter que importar o produto para fabricação do chocolate e, em 1999 a produção baiana amargou uma queda muito grande, com uma produção de apenas 93 mil toneladas. Nesse período, de 1990 a 2002, segundo a Food and Agriculture Organization (FAO) – Organização das Nações Unidas para Agricultora e Alimentação - o país caiu da nona para décima sétima posição no ranking mundial de produtores de cacau.

A partir daí a produção começou a ganhar força novamente e vem aumentando a produção significativamente. Em 2009 foram colhidos 154,9 mil toneladas de cacau e, para a safra 2010/2011, os técnicos do Centro de Pesquisa da Lavoura Cacaueira (Ceplac) já previam uma produção de mais de 220 mil toneladas.

Entretanto, as perspectivas para este ano não são tão boas. De acordo com a Associação dos Produtores de Cacau da Bahia, na matéria “Colheita do cacau começa com atraso no sul da Bahia”, publicada no portal G1, em 29 de abril de 2011, a safra deste ano “deve ser de 120 mil toneladas, 20% a menos em relação à safra passada”.

Incentivo

A busca pelo resgate da lavoura cacaueira tem chegado também aos agricultores de Rondônia. O Estado é hoje, o 2.º maior produtor da região norte em safra de grãos, junto com o milho e a soja; e o 3.º em relação a outros estados na produção de cacau, atrás somente da Bahia e do Pará.

O maior incentivo vem da Ceplac, cuja Amazônia detém seu maior programa, com atendimento a mais de cinco mil agricultores em 40 municípios ao longo da rodovia BR-364, entre Cuiabá e Porto Velho. Em Rondônia é forte o apoio que a Ceplac recebe da Emater, principalmente na assistência técnica junto à família rural.

Esse apoio transformou-se em parceria, na realização do “Dia especial sobre o cultivo do cacau”. A atividade foi realizada no último dia 21, no sítio Rio Negro, de propriedade de agricultor Nelson Carneiro Rios, em Jaci-Paraná.

Lá os extensionistas da Emater reuniram 25 agricultores familiares com o objetivo de orientá-los sobre a prática do cultivo da lavoura cacaueira. “Estamos trabalhando para que todos os agricultores envolvidos apliquem nas suas propriedades os conhecimentos adquiridos durante o evento fazendo com que estas sejam modelo para as demais”, diz Clébio, gerente do escritório da Emater em Jaci-Paraná.

O evento contou com palestras proferidas pelos técnicos da Ceplac, Caio Marcio, que dissertou sobre a condução dos sistemas agroflorestais (SAF’s); e Nemézio Brandão e Edson Wanderley Rohr, que falaram sobre as técnicas de manejo em lavouras cacaueiras. Por fim o superintendente adjunto da Ceplac, Wilson Destro falou sobre o mercado do cacau. Na sequência os participantes visitaram a lavoura de cacau da propriedade do agricultor Nelson, para demonstração de poda e colheita.


Fonte: Decom
 

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