Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Municípios

Amorim cobra regularização de terra para remanescentes do massacre de Corumbiara



Cerca de mil famílias, a maioria remanescente do conflito denominado massacre de Corumbiara, ocorrido em agosto de 95, em que dois policiais militares e nove trabalhadores rurais sem terra foram mortos durante desocupação da fazenda Santa Elina, no cone sul de Rondônia, ainda aguardam a titularidade de um pedaço de chão para viver e trabalhar.

Esse relato foi feito hoje (4) no plenário da Câmara pelo deputado federal Ernandes Amorim (PTB), durante discussão da Medida Provisória 458, que dispõe sobre a regularização fundiária na Amazônia. Segundo ele, esse caso ilustra bem o quanto o governo federal tem sido omisso, negligente, e protelador com os trabalhadores na Amazônia, mais especificamente em Rondônia.

“Essas famílias de sem terra ocuparam duas áreas em Cujubim, logo após o conflito de Corumbiara, uma próxima a BR 364 no trecho que faz a ligação com o município e outra logo após a cidade. Pois bem, nesse período a Justiça, nesse caso o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que esses trabalhadores fossem assentados nessas áreas que devem ter umas 20 mil hectares, mas infelizmente nada foi feito. E por quê? Por que se alega que não tem dinheiro para indenizar a área. Essas famílias me procuraram, pois estão temerosas já que o dono dessas áreas está pedindo a reintegração”. Amorim disse também que, nesse meio tempo, o governo federal tem mandando as “esmolas” de sempre (cestas básicas entregues pelo Incra), mas negligenciado com a regularização e, principalmente, a desapropriação da área, matéria já definida pela Justiça.

Amorim está designado pela liderança do PTB na Câmara para discutir a MP 458, onde já apresentou seis emendas, mas se disse surpreso com essa situação vivenciada em Cujubim, por sem terra remanescentes de Corumbiara. Na tarde desta quarta-feira, ele agendou uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, para discutir uma saída. “Essas pessoas estão na terra, a Justiça já reconheceu seus direitos. Não entendemos essa medida protelatória, descabida, que tende a prejudicar os trabalhadores já que o proprietário quer a reintegração dado a demora. Já não basta o terror implantado pelas ações do Ministério do Meio Ambiente. Precisamos de mais sensibilidade e mais ações efetivas”, disse

Fonte: Yodon Guedes

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 5 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Creche Noturna transforma a rotina de mães trabalhadoras e estudantes em Porto Velho

Creche Noturna transforma a rotina de mães trabalhadoras e estudantes em Porto Velho

A Creche Noturna, iniciativa da Prefeitura de Porto Velho, tem promovido mudanças significativas na rotina de mães que trabalham ou estudam no período

Casa do Papai Noel encantou famílias no Natal Porto Velho Luz

Casa do Papai Noel encantou famílias no Natal Porto Velho Luz

O brilho nos olhos das crianças, os sorrisos e os abraços marcaram a passagem de milhares de famílias pela Casa do Papai Noel durante o Natal Porto Ve

Prefeitura de Porto Velho define calendário de feriados e pontos facultativos de 2026

Prefeitura de Porto Velho define calendário de feriados e pontos facultativos de 2026

A Prefeitura de Porto Velho publicou o Decreto nº 21.691, de 30 de dezembro de 2025, que estabelece o calendário de feriados e pontos facultativos do

Viradão do Béra em Porto Vellho reúne multidão e redefine organização de eventos públicos em Porto Velho

Viradão do Béra em Porto Vellho reúne multidão e redefine organização de eventos públicos em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho realizou no centro da capital o Viradão do Béra, em frente ao Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, para receber o

Gente de Opinião Segunda-feira, 5 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)