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ALE vai destinar R$ 1 milhão para Hospital de G.Mirim


O presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, deputado Hermínio Coelho (PSD), anunciou ontem (14.03) ao final da realização da Assembléia Itinerante, que está destinando R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) do orçamento próprio do Poder Legislativo, para ser aplicado diretamente pelo Governo Estadual, na compra de novos equipamentos e maquinários, visando reequipar o Hospital Regional de Guajará-Mirim. Explicou Hermínio Coelho que o dinheiro da Assembléia é para comprar ar-condicionado, mesas, cadeiras, camas e outros objetos hospitalares.

Ao visitar na última quarta-feira o Hospital Regional, o deputado Hermínio Coelho disse ter ficado estarrecido com a situação, onde rigorosamente falta tudo, inclusive responsabilidade com a coisa pública. Ao fazer o anúncio disse que o povo não pode ficar esperando o novo hospital, é preciso uma ação urgente, e neste sentido existe o compromisso do Governo fazer as reformas necessárias e urgentes deste hospital.

Ainda durante a Itinerante, o governador Confúcio Moura comunicou que o Governo Estadual dará a contrapartida liberando R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) para efetivar a reforma do prédio atual do Hospital Regional de Guajará-Mirim.

O deputado Hermínio Coelho anunciou que está destinando também R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) do orçamento da Assembléia Legislativa para a compra de 20 (vinte) ambulâncias a serem repassadas às prefeituras do interior do Estado.
 

SECRETÁRIO DA SAÚDE PRESENTE NA ITINERANTE

Durante a sessão itinerante em Guajará-Mirim, o secretário de Estado de Saúde Williames Pimentel e o prefeito Dulcio Mendes parabenizaram os deputados pelo formato da Assembleia Itinerante, como uma ferramenta de ouvir os problemas das cidades e explicaram a situação da saúde.

Segundo Pimentel, o Governo de Rondônia tem uma verdadeira paixão por Guajará. “O governador desde 2012 é um parceiro do município, tanto que atualmente tem 81 servidores trabalhando dentro do hospital. Só para se ter uma idéia, durante um ano o Estado arcou com uma folha de R$ 2,5 milhões de salário, justamente para desonerar a prefeitura”, reforça.

O secretário explicou que a situação da maternidade é um problema de polícia, pois houve desvio de recurso de dinheiro. “Não se pode mais colocar dinheiro na reforma da maternidade porque a obra está sob investigação. A prefeitura para minimizar o problema procurou o convênio com o hospital particular”, finalizou.

 

PREFEITO FALA DE DIFICULDADES

O prefeito Dulcio Mendes aproveitou a ocasião para explicar como está a situação da Prefeitura. “Ao prefeito resta um olhar de dentro da prefeitura de dentro para fora. Encontrei a Prefeitura com 1.300 servidores, pois é a única entidade capaz de absorver o mercado de trabalho. Tivemos que contratar mais de 200 cargos para nos adequar ao que o Governo Federal determina em relação à saúde, como na área de assistência social, dentre outras. Hoje temos mais de 1600 servidores”, informou.

Segundo o prefeito, então começa o problema. “Combinado com a arrecadação reduzida temos um déficit por falta de uma regularização fundiária. Passamos por um processo de qualificação na prefeitura para identificar os problemas. Estamos elaborando diversos decretos. Neste evento temos oportunidade de mostrar o que precisamos e estabelecer o compromisso para resolvê-los”, salientou.

Ressaltou que a maternidade passou por um processo de quase 12 anos de reforma onde surgiram vários processos, paralisando a obra. “Estamos com um processo no Ministério Público. Fizemos várias tentativas para utilizar o prédio, sem sucesso. Nunca tivemos um Pronto Socorro mesmo, apenas a entrada do Hospital Regional. Nunca houve uma estrutura como gostaríamos. Houve o convênio de R$ 7,2 milhões com repasse de R$ 1,8 milhão reformar a pediatria transformando-o num pronto socorro moderno e a com pediatria. Foi firmado o compromisso de repassar mais R$ 1, 8 milhão. Estamos esperando a Ordem de Serviço mas não tem financeiro. Precisamos encontrar uma forma para que saia do papel e se torne realidade”, afirmou.

Falou ainda sobre a dívida do município. “Se não conseguirmos pagá-la teremos que recorrer à Medida Provisória nº 589 do Governo Federal, que visa ajudar todos os municípios inadimplentes isentando 25% dos juros e 60% das multas. A dívida do município hoje está em R$19,7 milhões. Perdemos a capacidade de parcelar. A situação não é fácil mas haveremos de vencer porque temos muitos parceiros, principalmente a Câmara Municipal”,observou.

ALE/RO - DECOM - [ Paulo Ayres Liliane Oliveira e Elton Bittencourt ]
 

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