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ALE busca solução do conflito agrário em Rio Pardo


O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Hermínio Coelho (PSD), responsabilizou o governador Confúcio Moura, pelos recentes acontecimentos verificados na região de Rio Pardo. Ao lamentar a morte de um policial militar e o sofrimento de centenas de trabalhadores moradores daquela localidade, o presidente da ALE, anunciou a convocação de uma reunião oficial do Poder Legislativo na segunda-feira na Câmara Municipal de Buritis.

“Não posso de maneira alguma admitir que os trabalhadores se matem, por causa da covardia do Governo Estadual. Não termos como aceitar que trabalhadores rurais e policiais entrem em conflito, por falta de responsabilidade do Estado. Vamos conversar muito, buscar soluções, mas também iremos apurar responsabilidades”, afirmou o deputado Hermínio Coelho.

A reunião oficial da Assembleia Legislativa para tratar especificamente do conflito agrário e a busca de soluções para o problema, foi uma decisão do presidente da ALE, deputado Hermínio Coelho em conjunto com o 1º vice-presidente da ALE, deputado Maurão de Carvalho (PP) e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Euclides Maciel (PSDB). A reunião acontece às 9 horas, e todos os parlamentares estão sendo convocados.

O presidente da ALE determinou que fossem expedidos convites para as seguintes instituições: Ordem dos Advogados do Brasil, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público Federal, e outras entidades não-governamentais.

Para o deputado Hermínio Coelho o que está acontecendo na região de Rio Pardo, é de exclusiva responsabilidade do governador do Estado, que de forma irresponsável não fez o dever de casa, após ter sido firmado acordo com o Governo Federal, no sentido de se efetivar um novo assentamento para estas pessoas, na grande maioria, pessoas de bem, pequenos agricultores. “Esta irresponsabilidade foi o motivador para que a situação se agravasse e lamentavelmente acabasse inclusive na morte de um policial militar”, declarou.

Segundo Hermínio Coelho, como o Governo Estadual não fez sua parte. “O Governo estava mais preocupado era em promover perseguição política a adversários, não agilizou os novos assentamentos e estes trabalhadores acabaram retornando, afinal, buscam a sobrevivência. Com a decisão de retirada destas famílias do local, a situação se agravou. Tudo isto já era previsível, mas lamentavelmente o desgoverno da cooperação, como sempre, nada fez”, encerrou o presidente da ALE.

Fonte:  Estagiárias Juliane Sobrinho e Sabrina Barbosa (P. Ayres)
 

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