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UE considera que venezuelanos votaram na mudança


Da Agência Lusa

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A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini, disse que os venezuelanos votaram pela mudançaEPA/Andrej Cukic/Agência Lusa/Direitos Reservados

A alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini, considerou hoje (7) que os venezuelanos votaram pacificamente na mudança, nas eleições legislativas de ontem (6), em que a oposição obteve maioria parlamentar.

“O escrutínio expresso pelos eleitores é um voto na mudança e um claro apelo a todos os atores políticos e instituições na Venezuela para que se esforcem por enfrentar construtivamente os desafios futuros, em benefício do país e de todos os seus cidadãos”, disse Mogherini, numa mensagem divulgada nesta segunda-feira em Bruxelas.

“O povo da Venezuela elegeu pacificamente uma nova Assembleia Nacional”, acrescentou, ao destacar a disponibilidade europeia para cooperar “com a Venezuela e as autoridades democraticamente eleitas”.

A Mesa da Unidade Democrática (MUD), coligação da oposição, afirmou hoje que a vitória nas eleições parlamentares de domingo na Venezuela representa “o início da mudança” no país.

A oposição venezuelana conquistou 99 mandatos de um total de 167 que compõem a Assembleia Nacional – contra 46 do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do Presidente Nicolás Maduro, obtendo uma maioria parlamentar de dois terços pela primeira vez em 16 anos.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reconheceu a derrota da sua formação política, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), pela primeira vez em 16 anos, nas eleições legislativas de domingo. “Vimos com a nossa moral, com a nossa ética, reconhecer esses resultados adversos, aceitá-los e dizer à nossa Venezuela que a Constituição e a democracia triunfaram”, afirmou, numa declaração transmitida pela televisão, pouco depois do anúncio oficial dos resultados, que dão uma maioria parlamentar de dois terços à oposição.

A oposição beneficiou-se do forte descontentamento popular na Venezuela com uma crise econômica provocada pela queda do preço do petróleo. O país detém as maiores reservas do produto do mundo, mas está atualmente imerso a uma situação de escassez de alimentos e bens de primeira necessidade.

Os resultados eleitorais traduzem uma virada histórica depois da chegada do poder do "chavismo" (de Hugo Chávez) em 1999, apesar de diversos analistas advertirem que Nicolás Maduro pode tentar limitar os poderes do Parlamento para contrariar essa vitória, arriscando desencadear protestos.

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