Domingo, 25 de setembro de 2016 - 17h38
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu neste domingo (25) para discutir a escalada de violência na Síria e a situação da cidade de Alepo que vem sendo bombardeada desde a última semana. A reunião de emergência foi convocada por iniciativa dos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha. Centenas de pessoas já morreram, incluindo crianças. Este é o colapso do cessar-fogo que havia sido anunciado há duas semanas no país.
No sábado (24), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou os novos ataques à cidade síria e disse estar ultrajado com o que chamou de uma escalada militar aterrorizadora. Ban Ki-moon disse que a cidade síria está enfrentando os bombardeios mais intensos desde o início do conflito, em março de 2011.
Em nota, o líder da ONU afirmou que desde o anúncio, há dois dias, pelo Exército sírio de uma ofensiva para retomar o controle de Alepo, estão sendo registrados bombardeios aéreos com munição avançada e as maciças bombas anti-bunker, que atingem especialmente refúgios e locais de proteção de civis.
Para Ban Ki-moon, o uso aparente de armas indiscriminadas em áreas densamente populosas pode representar um crime de guerra.
Conflito armado
Os bombardeios deste domingo foram desencadeados pela retomada por facções islâmicas rebeldes do campo de refugiados palestinos Handarat, que está em uma posição privilegiada ao norte de Alepo, em vias de abastecimento para o leste da cidade. No sábado eles haviam sido retirados de lá pelo Exército sírio.
Aviões de combate russos e sírios bombardeiam bairros de Alepo, enquanto mais de 250 mil pessoas estão presas em setores sitiados por grupos islâmicos que lutam entre si e contra o governo do presidente Bashar Al Assad.
Além disso, facções islâmicas, apoiadas pela Turquia, recuperaram hoje o controle da cidade de Kadrish, localizado ao norte de Alepo, depois de confrontos com o grupo terrorista Estado Islâmico.
*Com informações da agência Télam e da Rádio ONU
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