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Juíza de NY determina a prisão imediata de Marin


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247 - A juíza Pamela Chen, do Tribunal de Nova York, determinou nesta sexta-feira a prisão imediata de José Maria Marin, considerado culpado em seis das sete acusações criminosas atribuídas a ele.

Marin foi condenado por conspiração para organização criminosa, fraude financeira nas Copas América, Libertadores e do Brasil e lavagem de dinheiro nas Copas América e Libertadores. Sua pena máxima pode chegar a 120 anos de prisão.

Pouco antes da decisão da juíza,a defesa de Marin tentou convencê-la a deixar Marin em prisão domiciliar até o anúncio da sentença, que será em 2018, mas sem data marcada.

Mas o promotor Samuel Nitze foi contra o pedido da defesa de Marin, declarando que haveria risco do ex-dirigente fugir. Não existe tratado de extradição entre Brasil e Estados Unidos.

A magistrada considerou os argumentos apresentados pela defesa como insuficientes para evitar a ida para a penitenciária. Os advogados de Marin tentaram evitar a prisão usando como outra justificativa a idade avançada (85 anos) e as condições de saúde do ex-presidente da CBF.

Marin, que presidiu a CBF de 2012 a abril de 2015 e foi o presidente do comitê organizador local da Copa do Mundo de 2014, estava entre sete dirigentes da Fifa presos em Zurique em maio de 2015. Ele estava cumprindo prisão domiciliar em Nova York.

O sucessor de Marin na presidência da CBF, Marco Polo Del Nero, foi suspenso pela Fifa na semana passada enquanto é investigado por suposta conduta antiética. A entidade agora está sendo comandada por Antônio Carlos Nunes de Lima, um dos vice-presidentes.

Silvia Pinera-Vazquez, advogada de Napout, recusou-se a comentar, exceto para expressar decepção com o veredicto. O advogado de Marin não pôde ser imediatamente contatado e o advogado de Burga não quis comentar.

Os promotores acusaram 42 pessoas e entidades no caso, sendo que pelo menos 24 deles se declararam culpados. Vários destes testemunharam no julgamento, contando que a corrupção foi muito além dos três acusados ​​no tribunal.

Alejandro Burzaco, ex-chefe da empresa argentina de marketing esportivo Torneos y Competencias, disse aos jurados que pagava subornos aos três réus para garantir os direitos de torneios, incluindo a Copa América e a Copa Libertadores. Burzaco se declarou culpado e concordou em cooperar com os procuradores.

Burzaco também disse que a Fox Sports, o Grupo Televisa do México e a brasileira Globo pagaram subornos por direitos de mídia. Fox e Globo negaram essas alegações, e a Televisa recusou-se a comentar imediatamente após o testemunho de Burzaco.

Ele afirmou ainda que o Catar subornou dirigentes da Fifa para ganhar o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022.

Santiago Peña, ex-gerente financeiro da empresa argentina de marketing esportivo Full Play, mostrou ao júri uma planilha detalhando o que ele disse serem pagamentos para oito dirigentes da Conmebol, incluindo Napout e Burga.

O julgamento foi marcado por uma tragédia na primeira semana, quando a polícia argentina disse que Jorge Delhon, ex-advogado do programa Fútbol Para Todos, se suicidou depois que Burzaco o nomeou em seu depoimento.

No dia seguinte, a juíza Pamela Chen colocou Burga sob prisão domiciliar depois que promotores disseram que ele ameaçou Burzaco. Ela lançou dúvidas sobre a causa da morte de Delhon, dizendo: "Você pode chamar isso de suicídio. A verdade é que nenhum de nós sabe disso com certeza."

O advogado de Burga, Bruce Udolf, negou que seu cliente tenha ameaçado Burzaco.

* Com informações do UOL e Reuters. 

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