Domingo, 17 de janeiro de 2010 - 17h33
Luiz Augusto Gollo
Agência Brasil
O infectologista Edmilson Migowski, médico do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, que já atuou em casos de soterramento e de enchentes com muitas vítimas, fez hoje (17) um alerta sobre a realidade do Haiti, seis dias depois do terremoto que pode ter vitimado mais de 100 mil pessoas: “o que há de mais básico e elementar para a vida – água de qualidade, saneamento básico e vacinação – está comprometido no Haiti."
Segundo Migowski, água, saneamento e vacinação – pilares da saúde em qualquer lugar – são hoje no Haiti "carências ainda mais graves do que antes do terremoto, porque trata-se de um país pobre, com uma população historicamente desassistida”.
Migowski, que atualmente é major da reserva, aponta sobretudo a quantidade de corpos insepultos nas ruas de Porto Príncipe, a capital haitiana, como o maior risco de epidemias de leptospirose, raiva e doenças de diagnóstico menos fácil. “A proliferação de insetos, principalmente moscas, além de ratos, gatos e cachorros, todos transmissores de males perigosos numa situação como a que vive o país, é mais do que uma ameaça. À medida que o tempo passa, é mais urgente, cada hora, a necessidade de sepultar ou incinerar os corpos que estão nas vias públicas.”
Pessoas com problemas de saúde limítrofes também correm mais riscos do que a população em geral, diz o infectologista, citando portadores de doenças neurológicas, psiquiátricas ou sexualmente transmissíveis e outras. “As condições de vida no Haiti não nos permitem imaginar assistência médica pública minimamente confiável”, afirma Migowski, lembrando que, além de "a feitiçaria, como o vodu, ser prática muito popular, existe um arsenal de materiais e de práticas altamente comprometedoras para a vida, na atual situação”.
A imprensa internacional tem repetido os protestos de feiticeiros que reivindicam a realização dos rituais fúnebres para as vítimas de sua seita, apesar da impossibilidade de preservação dos corpos em locais e condições adequadas para esses ritos.
Finalmente, o médico acredita que, mesmo com as ruas da Porto Príncipe livres de todos os cadáveres, as ameaças permanecerão debaixo dos escombros, onde as equipes de resgate não chegaram. “O próprio ar que se respira está contaminado por micro-organismos que se disseminam em ambientes como aquele. As pessoas usam máscaras sobre a boca e o nariz não só por causa do mau cheiro, mas para evitar a contaminação.”
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