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Forças de Khadafi avançam em áreas tomadas por rebeldes


 
Da BBC Brasil

Agência Brasil, Forças leais ao líder líbio Muammar Khadafi estão nesta segunda-feira (7) avançando em território dominado por rebeldes, realizando ataques aéreos e terrestres em áreas a leste da capital, Trípoli. A cidade de Bin Jawad foi tomada pelas tropas do governo, o que forçou o recuo dos rebeldes para Ras Lanuf, a cerca de 50 km a leste.

Ras Lanuf, que havia sido tomada pelos rebeldes na noite de sexta-feira (4), sofreu bombardeios aéreos. Há relatos de que o ataque produziu vítimas, inclusive fatais. “A escala dos confrontos em Ras Lanuf pode ser pequena, mas têm grande importância para o futuro da Líbia e, possivelmente, para o restante do Oriente Médio”, disse o editor de assuntos internacional da BBC, John Simpson, que está em Ras Lanuf.

Zawiya, cidade a leste de Trípoli e próxima à capital, também foi alvo de ataques das tropas pró-Khadafi, que usaram tanques e artilharia no combate com os rebeldes.

As forças de oposição ao governo estão concentradas na cidade de Benghazi, no leste do país, onde criaram um Conselho Nacional de Transição que pretende ser reconhecido pela comunidade internacional como o único governo do país.

Para o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, os confrontos envolvendo forças pró e contra Khadafi causaram uma situação “absolutamente ultrajante”. “Esses ataque sistemáticos contra a população civil podem ser considerados crime contra a humanidade, conforme determinado pelo Conselho de Segurança [da ONU]”.

Também nesta segunda-feira, a ONU nomeou um novo enviado para a Líbia e anunciou o envio de uma equipe de avaliação humanitária em Trípoli, em meio à escalada da crise humana na região.

Em uma entrevista ao canal France 24, Khadafi voltou a culpar a Al-Qaeda e a imprensa estrangeira pela crise no país. “A Al-Qaeda é responsável pela violência na Líbia, mas a mídia está exagerando a extensão da crise política e de suas vítimas”, afirmou Khadafi.

“Tivemos no máximo 150 ou 200 mortos. As pessoas podem checar isso com a população, com a polícia e com o Exército.” O líder líbio também rejeitou a proposta de mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez: “Essa mediação não existe no momento. Não temos problema algum aqui. Precisamos apenas nos livrar dessas gangues armadas”, afirmou.

Khadafi alertou ainda para a importância que a Líbia representa para a imigração ilegal de africanos subsaarianos em direção à Europa. “Há milhões de negros que viriam ao Mediterrâneo para atravessar para a França ou para Itália. E a Líbia tem um papel fundamental na segurança no Mediterrâneo”, disse o líder líbio.

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