Porto Velho (RO) sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
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Escândalo entre governo e organismo oficial põe em dúvida números da economia


Agência O GloboBUENOS AIRES - O governo argentino aguarda ansioso o índice de inflação que será divulgado nesta segunda pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), em meio a um escândalo entre o Executivo e o organismo, que jogou um manto de suspeitas sobre as cifras divulgadas pela entidade.A remoção, dias atrás, da diretora de Índices de Preços ao Consumidor, Graciela Bevacqua, gerou um enfrentamento entre o governo e trabalhadores do instituto. Eles garentem que o secretário argentino de Comércio Interior, Guillermo Moreno, pressionou a funcionária para que ela divulgasse um índice de inflação menor que o medido em janeiro pelos técnicos da instituição.O representante da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE) no Indec, Daniel Fazio, afirmou que eles tomarão "medidas" se nesta segunda "for anunciado um IPC ´´Indice de preços ao Consumidor) que seja notoriamente diferente das previsões feitas pelos companheiros do setor".Durante uma assembléia celebrada na última semana no Indec, os empregados do organismo analisaram a possibilidade de divulgar a cifra "real" do índice no caso de ser anunciado um número menor que o medido, que chega a 2,1%, segundo adiantou a imprensa local.Em razão da remoção de Bevacqua e da entrada em seu lugar da economista Beatriz Paglieri, os trabalhadores do Indec se mantiveram durante a última semana em estado de "mobilização e alerta"."A ATE-Indec não apóia a chegada de nada externo ao instituto. Nós, como sempre, somos capazes de fazer todas as trocas necessárias para refletir nosso universo socioeconômico", indicou um comunicado do sindicato após a assembléia.Como conseqüência, o ministro argentino de Interior, Aníbal Fernández, advertiu que "o governo não é ameaçado pelas máfias".- Me incomoda que uma máfia intime teoricamente o presidente (Néstor Kirchner) por sua honestidade. Não aceitamos pressões das máfias, de ninguém. E a honestidade está garantida - insistiu Fernández em declarações nas rádios.De sua parte, o chefe do governo argentino, Alberto Fernández, manifestou neste sábado que a remoção de Bevacqua foi "aproveitada por setores da oposição e da gerência interna" da entidade, como parte de uma "manobra política".A ministra argentina de Economia, Felisa Miceli, assinalou que o governo "não tem problemas com os índices do Indec" e que o desligamento da funcionária foi "técnico".- Não entendo porque uma ministra tem que estar informada sobre a troca de uma funcionária de quarta linha - disse Miceli.Fontes vinculadas ao Indec afirmaram que Becacqua foi removida depois de se negar a revelar dados confidenciais a Moreno e de dizer que não aceitaria o pedido do secretário de não computar os 22% de aumento autorizado para as empresas de assistência médica privada. Moreno é o impulsor das políticas que o governo usa para combater a inflação, em momentos em que a economia cresce a uma média de 8% ao ano desde 2003.

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