Segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 - 07h41
Luana Lourenço - Agência Brasil - Enviada especial
Bali (Indonésia) - Na segunda semana de negociações da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), o Brasil vai tentar formar uma coalizão de países em desenvolvimento - grande parte com patrimônio florestal - para buscar mecanismos financeiros de estímulo à redução do desmatamento, de acordo com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que se reuniu ontem (9) com a delegação brasileira em Bali.
A proposta brasileira - que em linhas gerais prevê a criação de um fundo de "incentivos positivos" para reduções de desmate mensuráveis e verificáveis - até agora parecia isolada, de acordo com a própria delegação.
A secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Thelma Krug, chegou a afirmar que a idéia só era apoiada pela delegação de Tuvalu. "A maioria dos países da América Latina e grande parte dos países africanos estão com o Brasil. A própria União Européia vê com olhos positivos", contrapôs o ministro.
A principal divergência entre a idéia brasileira e as demais propostas dizem respeito à inclusão de mecanismos de mercado. O Brasil é contra a geração de créditos de carbono para compensar a redução do desmatamento. Já países como Indonésia, Papua Nova Guiné e Costa Rica, grandes proprietátios de florestas tropicais, defendem alternativas de mercado para compensar a redução de desmatamento.
Na avaliação de Amorim, a questão principal diz respeito à viabilização de recusros, o que é uma demanda comum dos países independente do teor das propostas.
"A ausência de recursos acaba gerando uma distorção, uma corrida para os mecanismos comerciais. Mas, se não houver impulsos financeiros novos, livres desse mecanismo de mercado, você, na realidade não estará contribuindo para a redução das emissões, porque haverá um abatimento daquilo que eles [países em desenvolvimento] podem emitir. Pode até gerar uma transferência de renda, pode até contribuir para preservção de florestas, mas não resolve o problema das emissões", avaliou.
A "missão" de articular a coalizão, segundo Amorim, vai ficar a cargo dos negociadores brasileiros na conferência, coordenados pelo subsecretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Everton Vieira Vargas. O chanceler, entretanto, assume que será trabalhoso conciliar posições sobre o desmatamento. "Não será uma tarefa fácil. Se fosse, o presidente nem tinha me pedido para vir aqui".
Amorim passa o dia de hoje (10) em viagem oficial ao Timor Leste e, na quarta-feira (12), de volta a Bali, falará em nome do Brasil na abertura da etapa ministerial da COP.
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