Porto Velho (RO) sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
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Meio Ambiente

Represas chegam ao limite no estado de São Paulo



Com as represas do Sistema Cantareira no limite da capacidade, a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) aumentou nesta 4ª feira (13) o fluxo de água liberada. Às 17 horas, foi emitido um comunicado para os municípios às margens do Rio Atibaia de que a vazão das represas que o alimentam - Atibainha e Cachoeira - seria aumentada de 14 m³ para 18 m³ por segundo. A medida tem o objetivo de evitar o extravasamento. Mas, por outro lado, impede o escoamento das águas em locais ainda alagados, como Atibaia e Bom Jesus dos Perdões. O Sistema Cantareira está com 97,6% de ocupação de sua capacidade total. Aproveitando a previsão de que não deve haver chuvas frontais - as mais duradouras - pelos próximos dias, mas apenas pancadas de chuva, a Sabesp está tentando gerenciar a vazão para abaixar os níveis. Na terça-feira, houve uma redução de 0,1% do nível. "Não são as represas que provocam os alagamentos", diz o superintendente de Produção de Água da Sabesp, Hélio Castro. Ele afirma que um possível extravasamento seria muito mais prejudicial, pois toda a água dos afluentes passaria direto para os rios principais, aumentando a vazão. 

"O grande problema é permissão que esses municípios dão para a ocupação das áreas ao lados dos rios", completa. Castro cita como exemplo as represas de Cotia e Ribeirão do Campo, que estão acima do limite e extravasaram. "Mas você não houve notícias de lá. Isso porque as áreas não são ocupadas no entorno dos rios." 

Em Atibaia, por exemplo, o aumento da vazão vai começar a ser sentido na manhã de sexta-feira. Hoje, a vazão era de 32 m³/s, suficiente para superar o limite da calha em alguns pontos, que é de 24 m³/s. A falta de chuva, no entanto, pode reduzir a fluidez natural do rio e fazer com que a vazão da represa não tenha impactos. "É uma situação difícil e sabemos que será muito pior se a água extravasar. Temos aproximadamente 2,5 mil pessoas vivendo em áreas de risco, em toda a margem do rio", diz o chefe de gabinete e coordenador da Defesa Civil de Atibaia, Paulo Catta Preta. 

Ele conta que três bairros continuam alagados e que uma mistura de chuvas e vazão maior das represas pode atingir outros quatro locais. O mesmo problema vive Bom Jesus dos Perdões e Piracaia. Nesta 5ª feira (14), técnicos da Sabesp e coordenadores municipais da Defesa Civil de todo o Sistema Cantareira vão se reunir para debater medidas para amenizar a situação.

Fonte: De Olho No Tempo com informações da Agência Estado

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