Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Rebelo: ambientalistas não pensaram no interesse nacional



Elaine Patricia Cruz
Agência Brasil


São Paulo - O deputado federal Aldo Rebelo criticou hoje (26) a atuação das organizações não governamentais (ONGs) ambientalistas, principalmente as internacionais, nas discussões do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, do qual foi relator e que foi aprovado esta semana na Câmara dos Deputados. Para o deputado, essas ONGs fizeram lobby para criar uma legislação “fabricada em gabinetes”.

“Greenpeace, WWF e outras organizações dessa natureza não pensam [sobre os interesses nacionais]. Imaginavam que poderiam submeter ou continuar submetendo o Brasil a uma legislação fabricada em gabinetes, que coloca na ilegalidade 100% dos agricultores do Brasil”, disse o deputado.

Aldo Rebelo disse, em São Paulo, que o conflito surgido na discussão sobre o código se deveu, especialmente, ao lobby ambientalista. “Quando os agricultores se dispuseram a ceder, a compreender as exigências de proteção ambiental, o lobby ambientalista, principalmente o internacional instalado no Brasil e que se habituou durante 20 anos a usurpar da Câmara o direito de legislar essa matéria, não estava disposto [a ceder]. Resistia a aceitar que os representantes do povo retomassem o direito de legislar sobre uma matéria de interesse nacional. Esse é que foi o conflito”, afirmou o relator da matéria na Câmara.

Aldo também criticou a atuação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) nessa discussão. “A SBPC, quando foi convocada pela comissão especial, negou-se a comparecer dizendo que não tinha posição. Quando foi procurada pelo lobby ambientalista, que paga alguns pesquisadores, a SBPC resolveu manifestar-se. Por que não se manifestou quando a Câmara a convidou oficialmente na comissão especial?”.

Procurada pela Agência Brasil, a SBPC respondeu, por meio de nota, que “nunca houve convite oficial por parte do Parlamento Nacional” para que entidades da comunidade científica participassem das discussões sobre o substitutivo do Código Florestal. Segundo a SBPC, a participação ocorreu motivada pela própria comunidade científica, que resultou num grupo de trabalho que publicou o livro O Código Florestal e a Ciência - Contribuições para o diálogo. A SBPC também afirmou que concorda que o Código Florestal precisava de aprimoramentos, mas que solicitou mais dois anos para discutir o documento.

“A SBPC e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) consideram precipitada a decisão tomada na Câmara dos Deputados, pois não levou em consideração aspectos científicos e tecnológicos na construção de um instrumento legal para o país”, concluiu a entidade em nota a nota.

A WWF, até o momento, não respondeu à solicitação de informações feita pela Agência Brasil, que também procurou a representação do Greenpeace no Brasil, mas não encontrou quem respondesse formalmente pela ONG.

 

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Crea-RO e WR Ambiental apresentam projeto sustentável de coleta de recicláveis ao prefeito de Porto Velho

Crea-RO e WR Ambiental apresentam projeto sustentável de coleta de recicláveis ao prefeito de Porto Velho

O Crea-RO e a WR Ambiental apresentaram ao prefeito de Porto Velho um projeto sustentável voltado à coleta de resíduos recicláveis durante eventos d

Cultura, tecnologia e saber popular em ação de plantio e muvuca da Ecoporé no Nova Conquista

Cultura, tecnologia e saber popular em ação de plantio e muvuca da Ecoporé no Nova Conquista

O Carnaval de Porto Velho será lembrado não apenas pelo ritmo nas ruas, mas pelas raízes que agora crescem no solo do Assentamento Nova Conquista. A

Justiça obriga Funai e Santo Antônio Energia a compensar danos ambientais a povos indígenas em Rondônia

Justiça obriga Funai e Santo Antônio Energia a compensar danos ambientais a povos indígenas em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença da Justiça Federal em Rondônia que condenou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a

Prefeitura organiza comitê de enfrentamento a crises climáticas em Porto Velho

Prefeitura organiza comitê de enfrentamento a crises climáticas em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho realizou reunião nesta sexta-feira (6), para dar andamento a criação do Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Event

Gente de Opinião Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)