Terça-feira, 6 de novembro de 2007 - 17h42
No Brasil, quando um parque é criado, mexe-se profundamente com os interesses locais. Logo começam movimentos de migração, invasão, desmatamentos, pressões e reivindicações pela terra pública que agora, na prática, não é mais terra de ninguém. Acontece em regiões densamente ocupadas e também onde menos se espera, na remota divisa entre os estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso, onde em junho de 2006 o governo federal criou o Parque Nacional dos Campos Amazônicos.
Em um ano e meio, eclodiram focos de calor na floresta, extensas derrubadas, estradas clandestinas e até casos de trabalho escravo. Intensificaram-se ações de uma entidade representante dos supostos moradores do parque, que cismou que pode reivindicar manejo florestal dentro da unidade de conservação de proteção integral. Pede ainda que 80 mil hectares deixem de ser parque. Para completar, veio à tona um projeto de construção de hidrelétrica na zona de amortecimento; a área de alagamento atingiria o interior do parque.
Com apenas três servidores do Ibama, que ainda não foram nomeados para o Instituto Chico Mendes, a administração do Parque Nacional dos Campos Amazônicos iniciou em agosto deste ano sobrevôos de reconhecimento da área protegida, quando flagrou todas essas ameaças. Agora em novembro, acontece mais uma ação deste tipo. Haja combustível, recursos e tempo para pelo menos conhecer os 873 mil hectares do parque, retalhados em três grandes pedaços e separados pela famosa Rodovia do Estanho.
Clique aqui para ver uma sessão de imagens captadas nesses recentes sobrevôos e conhecer esta gigantesca unidade de conservação.
Fonte: O Eco
Terça-feira, 20 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
A Prefeitura de Porto Velho informa o registro de avistamento de uma onça-parda (Puma concolor), também conhecida como suçuarana, nas proximidades do

Estudante da UFSCar descobre nova espécie de ave na Amazônia
Um canto incomum ouvido na Serra do Divisor, no estado do Acre, na fronteira com o Peru, levou o biólogo e ilustrador Fernando Igor de Godoy, doutor

A Ecoporé, instituição com 37 anos de história em Rondônia, e o Bloco Pirarucu do Madeira uniram forças em uma ação que redefine a relação entre as

Pesquisadores de Porto Velho-RO apresentam solução inovadora para reaproveitar água de ar-condicionado em prédios públicos, promovendo sustentabilid
Terça-feira, 20 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)