Sábado, 7 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

ONGs pedem posição mais forte do governo na Rio+20


Rio+20
Vladimir Platonow
Agência Brasil

Rio de Janeiro - O governo brasileiro deve adotar uma posição mais forte para destravar e avançar as negociações na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentával (Rio+20), conforme recado dado durante plenária internacional de organizações não governamentais realizada hoje (16) na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo.

A diretora executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Vera Masagão, considera que o documento discutido na Rio+20 é frágil e equivocado, pois baseia-se em um conceito que maquia as forças dominantes do capitalismo e transforma a natureza e os bens comuns em mais uma mercadoria.

“A sociedade civil organizada está cobrando que os Estados liderem uma transição mais radical para um novo modelo de desenvolvimento que não seja baseado no modelo consumismo-produtivismo, que já tem indícios de que é insustentável.”

Para ela, é o momento de o Brasil entrar com mais força nas negociações. “Numa situação em que os países do Norte estão em crise, eles vão ter muita resistência a se comprometer com qualquer coisa que envolva mudança na lógica de crescimento econômico a qualquer custo. Agora é a hora do governo brasileiro assumir uma liderança mais forte como país-sede, liderar de forma mais enérgica o clamor dos países do Sul como bloco.”

Segundo Masagão, está havendo uma falta de liderança na Rio+20, ao contrário do que ocorreu há 20 anos atrás, na Rio92. “Existe muito pouca liderança e os prognósticos indicam que essa conferência será um fracasso. Uma das grandes diferenças da Rio92 é que lá houve lideranças que puxaram e criaram o momento, como o [secretário-geral] Maurice Strong. Nós esperávamos que o Brasil pudesse fazer esse papel, mas não é isso que tem acontecido.”

O diagnóstico é semelhante ao do sociólogo Ivo Lesbaupin, que também faz parte da diretoria da Abong. “Existem saídas. Desde Copenhague [primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente] se tem uma consciência crescente na humanidade da crise ambiental e das mudanças climáticas. E as reuniões internacionais dedicadas a resolver esse problema são pífias [por falta de liderança].”
 

Gente de OpiniãoSábado, 7 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Ecobags para coleta de garrafas PET são doadas pela prefeitura de Porto Velho

Ecobags para coleta de garrafas PET são doadas pela prefeitura de Porto Velho

Aquela garrafa PET vazia, que muitas vezes acaba esquecida em casa, pode ganhar um novo destino.A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Mu

Crea-RO e WR Ambiental apresentam projeto sustentável de coleta de recicláveis ao prefeito de Porto Velho

Crea-RO e WR Ambiental apresentam projeto sustentável de coleta de recicláveis ao prefeito de Porto Velho

O Crea-RO e a WR Ambiental apresentaram ao prefeito de Porto Velho um projeto sustentável voltado à coleta de resíduos recicláveis durante eventos d

Cultura, tecnologia e saber popular em ação de plantio e muvuca da Ecoporé no Nova Conquista

Cultura, tecnologia e saber popular em ação de plantio e muvuca da Ecoporé no Nova Conquista

O Carnaval de Porto Velho será lembrado não apenas pelo ritmo nas ruas, mas pelas raízes que agora crescem no solo do Assentamento Nova Conquista. A

Justiça obriga Funai e Santo Antônio Energia a compensar danos ambientais a povos indígenas em Rondônia

Justiça obriga Funai e Santo Antônio Energia a compensar danos ambientais a povos indígenas em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença da Justiça Federal em Rondônia que condenou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a

Gente de Opinião Sábado, 7 de março de 2026 | Porto Velho (RO)