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Na Rio+20, estrangeiros criam mundo à parte


Na Rio+20, estrangeiros criam mundo à parte - Gente de Opinião
Renata Giraldi e Carolina Gonçalves
Agência Brasil

Rio de Janeiro – Durante dez dias, o Rio de Janeiro será um pequeno mundo à parte, no qual há estrangeiros vestidos com seus trajes típicos, falando os mais diferentes idiomas e mantendo seus hábitos culturais. É a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Só para a cobertura de imprensa, 3 mil jornalistas estão credenciados para o evento. No pavilhão da alimentação no Riocentro, local destinado às discussões políticas, os estrangeiros se reúnem e elogiam a forma como são tratados pelos brasileiros.

A delegação do Sri Lanka, com 13 pessoas, costuma se reunir na hora das refeições. Segundo os jornalistas, é uma maneira para manter os assuntos em dia e trocar impressões. Nilanthi Sugathadasa, do Sri Lanka, disse estar otimista em relação às negociações na Rio+20. Também elogiou as belezas naturais do Rio. “A cidade é linda e estão nos dando um ótimo suporte. Está muito bom”, disse ela.

O norte-americano Peter Haztewood lembrou que as negociações ainda estão “só no começo”, mas que é possível manter o otimismo sobre os avanços que serão alcançados. Segundo ele, o ponto alto dos debates se refere à economia verde. Ao ser perguntado sobre as impressões a respeito do Brasil e do Rio de Janeiro, o norte-americano abriu um sorriso e disse: “Eu amo o Rio. Eu amo o Brasil”.

O jornalista de Fiji (na Oceania) Alfred Ralifo disse que no caso do seu país o debate mais importante se refere à preservação dos oceanos e da proteção da biodiversidade em alto-mar. Segundo ele, sua expectativa é que o tema tenha destaque no documento final, a ser firmado pelos chefes de Estado e de Governo, no dia 22. Modernamente vestido e articulado, Ralifo foi categórico ao falar do Brasil e do Rio. “É lindo. Amo o Rio e amo o Brasil”, disse ele.

As africanas de Gana Sabina Meusah e Nana-Fofu Randall disseram ter uma impressão positiva sobre o Brasil a partir da recepção no aeroporto, quando ouviram samba e bossa nova. Ambas lembraram que as negociações na Rio+20 estão apenas no começo, mas que esperam avanços principalmente para os países da África. “Agora temos voz. Aqui somos ouvidos”, disse Meusah. “Para mim, o mais importante é a inclusão social, a preocupação com o futuro das crianças”, acrescentou Randall.

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