Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 - 16h24

Em um cenário onde o Carnaval muitas vezes é medido por métricas de público e grandiosidade, o Bloco Pirarucu do Madeira reafirma, ano após ano, que sua métrica é outra: o pertencimento. Sob o comando e a resistência de figuras emblemáticas como Luciana Oliveira e Ernandes Segismundo, o bloco desfilou mais uma vez pelas ruas da capital, provando que a alegria, quando autêntica, não precisa de estatísticas.
O Triunfo do Descompromisso com Números
Diferente de agremiações que buscam o título de "maior do
estado", o Pirarucu mantém uma tradição singular: nunca contou foliões.
Para os organizadores, a multidão que segue o peixe mais famoso do Rio Madeira
não é um número estatístico, mas um corpo vivo e pulsante de ocupação urbana.
"Este bloco nunca sonhou ser o maior ou o melhor. Ele nasceu para ser um arrebatamento popular de alegria", afirmam os entusiastas do movimento.
Família, Diversidade e Pé no Chão
O que se viu nas ruas foi a manutenção de uma "energia
diferenciada". O Pirarucu se consolidou como um refúgio para quem busca um
Carnaval de paz, atraindo desde famílias com crianças pequenas até a velha
guarda do samba rondoniense.
Mais do que confetes e serpentinas, o bloco é um espaço de:
Exaltação da Diversidade: Onde todas as cores e orientações se encontram
sem medo.
Protesto Social: Mantendo a tradição de usar a sátira e o deboche para
criticar as mazelas políticas e sociais.
Cultura Local: Valorizando as raízes amazônicas em cada batida.
Gratidão à "Melhor Folia do Mundo"
Para Luciana Oliveira e Ernandes Segismundo, o sucesso da jornada não se
mede pelo cronômetro, mas pela gratidão expressa no rosto de quem ocupa a via
pública por direito. Ao final do desfile, a mensagem da organização foi clara:
a de que o Pirarucu seguirá firme em seu propósito de ser um evento para todos,
onde o grito de liberdade vale mais que qualquer recorde de público.
"Gratidão aos melhores foliões do mundo", finalizou a
organização, já com os olhos postos no próximo arrebatamento.
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