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Leo Ladeia

Brasil: passado incerto, futuro imprevisível


Brasil: passado incerto, futuro imprevisível  - Gente de Opinião

Dia de falar de ditaduras. A militar e a da toga, as duas indefensáveis. Disse Pedro Malan: “até o passado do Brasil é incerto”. O “gigante pela própria natureza” que agride a própria, roncava com a lavajato, petrolão, mensalão e na quinta feira seus os seus cuidadores lhe aplicaram soníferos para que ele que não soube do roubo do INSS não visse o fim da CPMI que fuçava a lama. Ficaram lições no Congresso e nos alentados votos proferidos com um vergonhoso destemor por 8 guardiões da Constituição. Do BOPE vem a voz do Nascimento dizendo que o “o sistema é f*da” e é mais que isso. O establishment não dorme para manter o povo e o gigante em sono profundo. A operação do tipo “pare-siga” montada e tocada pelo STF parou a prorrogação da CPMI do INSS numa sessão que assim como tudo no Brasil, era previsível, tanto quanto as “caras e bocas” e “tabelinhas” de ministros. Consta que um acordo fez a parte do siga, devolvendo ao lar, Bolsonaro. Fim de papo, 8 votos da tchurma do “deixa assim que tá bom”, dois votos do André e do Fux. Aventurem-se nas entrelinhas sobre o que não foi dito ou não foi escrito e vejam os pesadelos e os sonhos incertos e previsíveis do país que desde 1500 é uma incógnita sobre o futuro e o passado, pois até o local e a data do descobrimento continuam incertas.     

1.1-       Congresso Nacional: esgoto político  

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Hora de falar do Congresso. No fim de semana a descarga de privada foi acionada e de la´saiu uma dupla de congressistas jogando dejetos sobre um colega, o relator da CPMI, Alfredo Gaspar. Mas como gatos escondidos, esqueceram os microfones ligados e a marmota surgiu. Era uma denúncia de um crime pesado que envolvia uma garota, menor de idade da família do deputado e a acusação foi de estupro e incesto. O caso vai desaguar no Conselho de Ética segundo Gaspar e sua reação acima do tom ao rebater as acusações foi num nível de envergonhar um gerente de biqueira. Já no sábado a suposta vítima postou um vídeo mostrando o resultado de um exame de DNA com o nome do seu pai, que é um primo do deputado. Real ou não, o fato traz o produto não legislativo do Congresso que deveria estar contido em fossas sépticas ou estações de tratamento de esgoto e com isso expondo o nível dos nossos congressistas regiamente mantidos pelo povo. O caso é nojento.  

STF em modo contenção de danos e de vazamentos 

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Enquanto o Congresso Nacional deixa vazar o chorume nos salões - o seu próprio e o do Executivo - ali bem perto o STF mantem sua podridão fétida, a própria e a de seus anexos e puxadinhos em modo de contenção para evitar o odor, fechando ralos e buscando culpados. Refiro-me à contenção como o ato de barrar e impedir que o esgoto se espalhe pelos salões de mármore e não à autocontenção que é a postura do juiz ou do tribunal atuando no expresso limite da lei, algo dito à exaustão pelo ex-ministro Marco Aurélio. Nem resvalo na ideia do ministro Fachin, que vê a criação de um Código Ética como imperioso, mas dispensável. Lembro que o ministro Dino vê o STF como um clube de futebol e para jogar nesse time o jogador deve ter além do saber jurídico notável, a reputação ilibada, mínimo que se espera de todo servidor público. Um juiz deve ser puro, probo, ter excelente conduta, mas nem sempre isso ocorre, fruto até da forma de indicação política, não técnica e da sabatina adulatória. Disse Tom Jobim que o Brasil não é para principiantes, mas aí  surge um André Mendonça que com seu profissionalismo escangalhou o STF apenas levando o plenário a votar de forma colegiada. E aí a vaca abrejou-se.   

1.1-       O Aurélio e a polarização ideológica

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Primeiro são palavras aqui e dos lacradores que entram nas redes em discursos dos seguidores e são depois abduzidas por narrativas. Um dia a palavrinha que nada significava se transforma no pilar para a ideia jerical que aduba uma ideologia de direita ou esquerda. Assim nasceram propostas para o embate sobre natureza, ONGs, vacina, anti-vacina, liberação de drogas que deram origem a políticas e leis. Loucura de todos, toda e todes, pessoa que gesta em vez de mulher, transfobia, fascismo, genocídio, comunismo, feminicídio, judicialização da política, politização da justiça, homofobia e a coisa velha ganha jeito novo. Misoginia é a da vez, numa tentativa de igualá-la a racismo. Já buscaram igualar crime militar de injúria racial ao racismo e do jeito que a coisa vai com a “tchurma do Maria vai com as outras” aceitando a ditadura disfarçada de linguagem, ficará cada vez mais difícil nossas relações pessoais, nas redes, no trabalho, família, etc. Até humoristas como Diogo e Leo Lins estão chiando. O politicamente correto é uma idiotice e chata pra caraca.  

1.1-       A infidelidade ao alcance de todos

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Trair e coçar é só começar, afirmou Marcos Caruso. Pedro da Ascron entendeu a lição, fez do seu desgosto o gancho para abordar o tema com leveza e levou toda Rondônia a segui-lo, distribuindo carteirinhas de corno aos infelicitados no amor. Mas a infidelidade não existe só nas relações de casais. Na política ela é prevista em lei – se a moda pega adeus casamentos eternos – e a “tchurma do querumeu” está louca para trair não por amor a alguma sigla, grupo, ideia ou ideologia, mas por pragmatismo ou se preferem o papo reto do Zé de Nana por amor à bufunfa, à grana, larjant, cascáio. E a grana a ser rachada é parruda. Os partidos estão à caça de membros e em especial quem tem mandato federal, pois a rachachá se dá pelo tamanho das bancadas, da quantidade de votos em 2022 e da tal “retotalização até 1º de junho de 2026”, segundo diz o puxadinho do STF, o dispensável, burocrático e caro TSE, lá ele. A grana total para este ano do fundão eleitoral é de R$5 bilhões. E eu preocupado com imposto, conta de luz e o feijão com arroz. Dureza mano...      

1.6-Fim de papo    

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A Caixa Econômica Federal, aquele banco estatal que suga a grana do pobre com a promessa de que o miserável vai virar triliardário e que anda mais desacreditado que promessa de político vai ter sua própria plataforma de apostas e invadir a praia do Tigrinho e bets de Virgínia, Vini, Neymar, Zico, para financiar segurança, saúde, ensino como um Robin Hood às avessas, tirando do pobre para dar aos ricos pois transparência é tudo que não se vê quando o estado gerencia algo. Sem melindres, se é para criar jogatina que sejam abertos os cassinos e se legalize o jogo do bicho. 

leoladeia3333@gmail.com

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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