Terça-feira, 16 de setembro de 2025 - 13h40


Por todo o mundo, à exceção de países da África e aqui
no Brasil, o garimpo de ouro, metais e/ou pedras preciosas é uma atividade estratégica,
lucrativa, regular e lega. Garimpar é procurar, catar, escolher, buscar, mas
aquilo que parece ser uma coisa de loucos tem procedimentos e um método que vem
da análise criteriosa dos sítios auríferos e/ou de metais e pedras, dos
investimentos em pesquisas para determinar a viabilidade econômica e da
preparação de recursos para dar cabo da empreitada, inclusas a liberação da
área, a licença para operar e é aqui que a porca torce o rabo. A outorga de
pesquisa e lavra de minérios é de competência do órgão federal ligado ao
Ministério de Minas e Energia, através do DNPM; a fiscalização ambiental é do IBAMA
e vários órgãos estaduais. Detalhe: nas áreas indígenas ou protegidas, outros
órgãos também atuam. Até aqui é só o garimpo de papel e como isso é tão difícil
quanto manter os políticos e os ladrões longe de cofres e de órgãos que liberam
verbas públicas como emendas parlamentares, etc., o garimpeiro “dá o pé” e vai
garimpar na marra, aguentando toda sorte de humilhações, menores, porém, que aquelas
por que passam traficantes de drogas e armas. E isso leva a...
1.1- A quem interessa manter o garimpo
na clandestinidade? II

De um tempo para cá o crime organizado vem mudando
e a lucrativa atividade do tráfico de drogas ampliou seus tentáculos para o
mercado de armas, de mulheres, mercado financeiro, política partidária e como o
garimpo estava bem ali na rota de entrega de cocaína pela floresta amazônica, conhecida
área de garimpagem legal e ilegal, os malacos passaram a cooptar ou assumir o
garimpo daqueles que não conseguiram ou sequer buscaram a outorga para a
garimpagem. A expertise do crime chegou e se instalou vinda de várias partes do
Brasil, das várias facções ou até criando outras para ocupar o lucrativo
negócio praticando o ritual já conhecido de outras ações delituosas. Se
reprimir o crime de drogas, armas, descaminhos e outros via fronteiras é
difícil, imaginem nossas precárias estruturas operando para combater o garimpo.
O que se vê são ações pontuais e o eterno desgaste entre o estado e
garimpeiros. E aí destruir balsas e equipamentos ou atuar para regularizar a
atividade como fazem os países desenvolvidos compradores por baixo do pano de
nossas riquezas? Falamos de ouro e quase nunca de diamantes. E aí Brasil?
1.1- A quem interessa manter o garimpo
na clandestinidade? III

Quem se der ao trabalho de folhear os vários livros
da História do Brasil verá o que se conta sobre o Tratado de Tordesilhas e a
função de desbravadores garimpeiros atrás do ouro e esmeraldas que acabaram por
ampliar e consolidar as fronteiras da nossa pátria mãe gentil que porém é madrasta
com os descendentes de heróis garimpeiros como Antônio Raposo Tavares,
conhecido das expedições de captura de indígenas e pela exploração de
território; Fernão Dias Paes Leme, o "Caçador de Esmeraldas", que
liderou a ocupação de Minas Gerais; Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera), que
descobriu o ouro em Goiás ou Manuel Borba Gato. Não faço ideia de quanto sai de
ouro contrabandeado do Brasil ou mesmo de pedras e gemas e terras raras em
vagões da Vale para a China, mas suponho que seja bem mais do que possamos
imaginar. E o Brasil não fica nem com um cordãozinho de ouro em impostos. É
claro que na pátria da corrupção geral, há alguém ganhando com isso. Basta seguir
o rumo ou como dizem os gringos “follow money”. É por aí.
1.1- Ah Sêo Valdemar... qual é pó seu Valdemar?

O Brasil não é para amadores, a vingança é um prato
que se come frio ou ainda a primeira noite na cadeia a gente nunca esquece. Qualquer
frase serve. Valdemar da Costa Neto amigo de amigos e inimigos – desde Lula a
Bolsonaro – disse uma frase que deixou todos de orelha em pé: "Com o voto
do ministro Fux ontem, que deu um show no STF, já tem gente me ligando do Rio
de Janeiro para convidá-lo a ser candidato ao Senado pelo Rio. Eu quero dizer
que temos esperança que esse pessoal entre na linha. O Fux deu uma verdadeira
aula de direito.” Valdemar é um político que jamais fala algo sem querer. Tudo
é pensado e preparado antes de abrir a boca e a frase é emblemática. Ele pode
estar de olho no previsível desgaste do STF e preparando alianças futuras para
entrar com o pé direito no Rio de Janeiro com o nome mais que bem aprovado do
Fux e não de outros envolvidos com a condenação do Bolsonaro. Pode ser mais
paroquial, devolvendo o ódio guardado desde que Fux votou por sua prisão no
Mensalão. Certo é que a esquerda em busca de uma narrativa para desancar o voto
do Fux, montou no cavalo e arranjou um papo. Política às vezes não é só para
entender e analisar. Uma boa jogada é para ser aplaudida mesmo que ocorra contra
o próprio time. O Valdemar é craque.
1.1-
Para não dizerem que não falei dele...

O ministro Alei Moraes,
ordenou que os policiais penais que vivem 24 horas por dia na cola do Biroliro
explique em 24 horas a razão pela qual o tal do ex-presidente Jair Bolsonaro
não foi levado imediatamente ao condomínio Solar de Brasília, onde cumpre
prisão domiciliar por decisão do Alei Moraes desde o dia 4 de agosto. O
paciente, diria eu que um quase “de cujus” foi acompanhado de um cortejo de
motocicletas e de carros, que lembraram uma motociata estilo Bozo, daquelas que
o Lula detesta, ao Hospital DF Star para consultas e procedimentos. Ao final,
após na porta do hospital ficou de pé, em silêncio por exatos 5 minutos e 4
segundos esperando que quase 100 apoiadores o aplaudissem e cantassem o hino
nacional, e o incentivassem com palavras de ordem. Bolsonaro aguardou que o seu
médico informasse ao público sobre as condições de saúde. Depois que o médico explicou
ele se foi. Alei Moraes quer um relatório detalhado sobre a escolta, sobre o
carro e sobre os agentes. Não sou médico, mas isso parece, já é ou está virando
doença?
1.6-Fim
de papo

Que coisa... Fim ou início de papo? O experiente
Michel Temer foi direto, cirúrgico: “Nessas questões, não se deve pensar em
questão eleitoral, deve se pensar no Brasil. Eu telefonaria para o Trump. O diálogo
é fundamental. Você sabe que eu acho que ele atenderia o telefone. E se atende,
começa um diálogo”. Que coisa...
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