Porto Velho (RO) terça-feira, 17 de setembro de 2019
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Sem essa de discurso pró-madeireiros


 
Durante solenidade de entrega de 10 veículos para fiscalização de desmatamento e queimadas realizada na quinta-feira passada na Sedam, o presidente da Assembléia Legislativa de Rondônia, deputado Valter Araújo, disse que finalmente o órgão passará a exercer seu papel e lembrou que desde a criação da Sedam os dirigentes do Ibama afirmam que o estado não fiscaliza praticamente nada. É fato e é verdade deputado.Sem essa de discurso pró-madeireiros - Gente de Opinião

Discursos à parte, o certo é que estamos de novo com os mesmos problemas e com a velha cantilena de que é preciso ajudar os madeireiros. “A Ponta do Abunã vive momentos de dificuldade e muita covardia foi verificada. Não estou dizendo que os madeireiros têm razão, mas eles não receberam apoio do governo do estado. É preciso regularizar as madeireiras para não gerar desemprego”, falou o deputado Araújo e aí, discordo.

Ora, ora, são várias as críticas sobre a forma como as operações como a que ocorre agora foram realizadas em Rondônia, por órgãos federais que trataram empresários como se fossem bandidos, mas alto lá! Vamos por o jerico na picada.

As operações não eram e nem são feitas contra quem está operando no setor madeireiro dentro da legalidade e, sim contra os piratas da floresta que retiram de forma criminosa um bem que é de todos.

O velho discurso que tenta fazer crer que todo madeireiro ou empresário é tratado como bandido, não cola mais, ainda que saia da boca de qualquer autoridade. A verdade é bem outra e os números dos órgãos de monitoramento e da força policial que já efetuou prisões e autuações, desmentem o surrado discurso.

Mas, afinal que contribuição em impostos, ações sociais, ou qualquer outra coisa deixa o pirata ao sair da mata que acabou de derrubar? A resposta é a mesma de sempre: nada. Só a grana no bolso e a marca cruel do crime praticado contra o meio ambiente, a chaga da floresta devastada, visível para quem sobrevoa, pelo satélite e por quem fica no lugar com a terra arrasada.

Dá para defender ou aceitar a defesa de gente desse tipo?

Não me preocupa se a economia local reduzir o tamanho pelas operações para impedir o desmatamento e o roubo.

Comunidades do Rio de Janeiro também viram sua economia encolher quando o tráfico começou a deixar os morros, mas nem por isso houve qualquer movimento oficial em defesa do tráfico.

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Fonte: Léo Ladeia - leoladeia@hotmail.com
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