Porto Velho (RO) sexta-feira, 20 de setembro de 2019
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Governo contratará empresa no valor de R$ 8 milhões para elaborar PCCR, e sindicato protesta



O Governo do Estado de Rondônia fará realizar, a pedido da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), licitação na modalidade de concorrência, sob o nº 002/2012/CEL/SUPEL/RO, para a contratação de empresa para a Prestação de Serviços especializados de consultoria em Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR) contemplando a Administração Pública Estadual direta, Autárquica, Fundacional e Empresas de Economia Mista, no valor estimado de R$ 7.955.472,67 contidas nos autos do Processo Administrativo n. 01.2201.24332-00/2011.
 

A notícia, que poderia ser lida como um interesse do governo em buscar solução à questão PCCR dos servidores – que vem sendo motivo instabilidade na relação entre Executivo e sindicatos - não foi bem recebida pela diretoria do Sintraer (Sindicado do Poder Executivo, da área administrativa). Para a presidenta da entidade, Mirtes Feitosa, ao contratar empresa de fora para trabalhar no PCCR, o governo estaria subestimando a capacidade e potencial dos profissionais local. “Temos aqui em Rondônia profissionais com alto grau de capacidade e experiência no que se trata de PCCR. Mas, parece que para o governador aqui só tem incompetente”, frisou a sindicalista.
 

O administrador Paulo Durand, que é diretor do Sintaer, reforça dizendo que “o governo acabou de declarar que é totalmente incompetente para criar equipe no sentido de se tabular, organizar e preparar adequadamente um PCCR que atenda aos anseios das classes de servidores públicos, sendo necessário contratar empresa de fora pra fazer esse trabalho. Até parece que não temos pessoal aqui em Rondônia qualificado nas diversas áreas que podem contribuir com tal procedimento!”, declarou Durand.
 

Oscar Rodrigues, também diretor do Sintraer, destaca que “o pessoal da empresa a ser contratada, não conhece de imediato as nossas realidades e peculiaridades existentes nos seus diversos seguimentos, o que levará certo tempo para ter esse conhecimento. O que seria uma perda de tempo desnecessária, já que temos profissionais capacitados para fazer o trabalho com eficiência. Além disso, tem o desperdício de dinheiro, se tratando de 8 milhões que poderia muito bem ser revertidos em salários mais dignos para os servidores, principalmente os da área administrativa, que estão praticamente passando fome!”.

Ainda sobre a realização da licitação,
o Sintraer faz os seguintes questionamentos:


“O que tem por trás desse objetivo do Governo? É o de se declarar publicamente sua incompetência, ou será mais uma manobra para alguém abocanhar um pouco mais? Será que terminou a Operação Termópilas?"

"E ainda, o que causa maior estranheza, por que o pedido de abertura do processo licitatório partiu da SEAS (Secretaria de Estado de Assistência Social). E qual é a atividade principal da SEAS? E por que esse tipo de procedimento (pedido de contratação) não foi de responsabilidade da SEAD (Secretaria de Estado da Administração), que é responsável pelos Recursos Humanos do Estado?"

 

"Ainda, estamos em fase de averiguação, quanto ao fato de informações sobre o Estado ter contratado uma empresa no exercício anterior (no ano de 2011), sem o procedimento licitatório, para a consecução do referido PCCR e cadastramento do pessoal (que foi feito pelo Banco do Brasil), e que o Estado, mesmo após as denuncias efetivou o pagamento no valor de aproximadamente R$ 6,5 milhões. Estamos averiguando a veracidade das informações, mas fica o alerta para o Ministério Público, Tribunal de Contas acompanharem esses procedimentos."

Fonte : Folhadoservidor.com

 

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