Porto Velho (RO) domingo, 26 de maio de 2019
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12º INTERECLESIAL: Meio Ambiente e povos da Amazônia são temas da coletiva


  
Na coletiva desta sexta-feira do 12º Intereclesial das CEBs, o bispo dom Roque Paloschi bispo de Roraima que acompanhou em Brasília, junto às lideranças indígenas, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol falou que o resultado foi o esperado, porque foi à vontade do país em ceder para sua mais arcaica prole algumas perspectivas de vida e de esperança aos povos indígenas, afirmou o bispo. Dom Roque declarou que a igreja é vítima de acusações sem fundamento vindas de parte da sociedade de Roraima.12º INTERECLESIAL: Meio Ambiente e povos da Amazônia são temas da coletiva  - Gente de Opinião O crime que a Igreja cometeu foi ajudar a promover a dignidade dos índios como sujeitos de sua própria história. Não foi a Igreja que estabeleceu que os índios teham direito à terra, e o STF apenas decidiu o óbvio, mas a sua própria história e luta, e o reconhecimento da mesma pelas pessoas conscientes. Também manifestou a sua gratidão e da diocese de Roraima à CNBB, que sempre teve muita presença e apoio à causa, à Conferência dos Religiosos do Brasil, ao Conselho Indigenista Missionário, que é uma ponta de lança na defesa dos direitos dos povos indígenas, e a tantas pessoas de boa vontade, que souberam acolher este grito de esperança que brotava das comunidades indígenas Raposa Serra do Sol, concluiu o bispo de Roraima.
 
Segundo a Ir. Antônia Mendes eles não vão se entregar ao desenvolvimento assolador, porque a população quilombola e indígena desse país não se entregam a destruição mesmo que resistam através do silêncio. Quando menos se espera, renasce alguma coisa. “Pode ter certeza: nós nunca vamos entrar no caminho da violência e vamos caminhar de acordo com a lei. Isso é bonito, nós respeitamos a lei sempre. Mas nós defendemos as nossas fronteiras e temos amor à terra, a natureza e a vida. Esse país deve respeitar aos povos originários dessa terra, porque se resta uma natureza bem cuidada é graças aos seus predecessores, ou seja, pais, avós e etc”, conclui a religiosa.
 
A senadora Marina Silva frisou a entrega do cargo de Ministra do Meio Ambiente e as dificuldades encontradas durante o tempo que exerceu o cargo. Destacou que preferiu deixar a função confiada pelo presidente do que ter que vir outorgar qualquer atitude que viesse ser nociva, principalmente, aos povos da região Amazônica. Falou também que age assiduamente no senado, dentro do possível, contra qualquer projeto que venha causar a destruição da Amazônia pelos fazendeiros e grileiros de terra, defendendo os direitos dos povos nativos.

Fonte: Ascom/Intereclesial

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