Quinta-feira, 18 de maio de 2023 - 14h27

Quais são as histórias dos finalistas do Campeonato Rondoniense? Quatro
estudantes de jornalismo da Universidade Federal de Rondônia (Unir) decidiram
pesquisar a fundo as trajetórias do Porto Velho Esporte Clube e do Ji-Paraná
Futebol Clube, para narrar os principais feitos dos dois times que disputam a
final do Campeonato Rondoniense de Futebol, marcada para este sábado (20), às
15h30min, no estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho.
Fabiany Araújo, Juliana Garcez, Loide Gonçalves e Midian Mascarenhas
utilizam uma linguagem atrativa, para retratarem os bastidores e histórias
inusitadas dos apaixonados por esses clubes. Os episódios fazem parte do Deu
Bera, um projeto de extensão da Unir. Os conteúdos podem ser conferidos no
Youtube e no Spotify do projeto:
Episódio do Porto Velho no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=ItY4wXyYWB4
Episódio do Ji-Paraná no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=wXqFPY6phyQ
Episódio do
Ji-Paraná no Spotify: https://open.spotify.com/episode/3rHDVKxzHVk84VGz7d4F1l?si=qlisu5KERGyUswNEYkqQOQ&nd=1
Episódio do Porto Velho no Spotify: https://open.spotify.com/episode/7dL89qIe2lc5X2odNHjvTq?si=4Q81k7jkQ0mmK_cAHnTDVg&nd=1
O Deu Bera é coordenado pelo professor Carlos Guerra Júnior. No trabalho
de produção, as integrantes do Deu Bera fizeram uma pesquisa aprofundada. Elas
entrevistaram nomes históricos do Ji-Paraná, como o camisa 10 do ano de 1991,
Nilsinho. Naquele ano, o Ji-Paraná estreou na competição e faturou o título.
Outro nome histórico foi o ex-atacante Jorge Efraim, que foi artilheiro do
Campeonato Rondoniense em 2004.
Já pelo lado do Porto Velho foram entrevistados nomes como o volante
Cabelo, que foi o primeiro contratado da história do clube e o atacante Emerson
Bacas, que marcou gols nas duas finais em que o Porto Velho foi campeão, em
2020 e 2021.
Nos episódios do Deu Bera, também é possível de conferir como as
diretorias dos clubes têm orgulho das trajetórias desses finalistas. Pelo lado
do Porto Velho, o presidente Jedson Lobo exalta os feitos conquistados em tão
pouco tempo, pois são apenas cinco anos de história e já é a terceira final do
Campeonato Rondoniense que o clube irá disputar. Segundo Jedson, foi aplicado
um modelo de gestão que resultou em recordes nas arquibancadas, nas vendas de
camisas e em seguidores nas redes sociais. Já o diretor de marketing Anderson,
do Ji-Paraná, mostra orgulho pelos nove títulos conquistados e defende o
argumento de que o Ji-Paraná é o clube de Rondônia com maior reconhecimento
nacional.
E na torcida essa paixão também se expande. No Porto Velho, o pequeno
Fernandinho usa os uniformes do clube quase o dia inteiro e, em seu
aniversário, os jogadores do clube foram mais prestigiados do que os seus
familiares. Há também os torcedores que querem acompanhar o cotidiano do clube
mais de perto e criam páginas nas redes sociais, como é o caso de Davi
Fernandes, que foi entrevistado pelo membro do Deu Bera Davi Rodrigues, para
contar sobre a página @pvh_dadepressão. Já no Ji-Paraná, o torcedor Marambaia
pintou os galos de azul, para simbolizar o Galo da BR.
Em relação a estrutura, tanto os jogadores do Porto Velho como os
jogadores do Ji-Paraná elogiam a forma como as diretorias de ambos os clubes
tratam os atletas e reconhecem que houve um tratamento suficiente para garantir
o sucesso. Maurício Leal e Guarate são jogadores do Porto Velho que falam sobre
a atualidade, enquanto Kattê e Gabriel retratam o bom momento vivido pelo
Ji-Paraná.
O Deu Bera também
contou com um trabalho de sonoplastia minucioso. O professor Thales Pimenta
coordenou a mixagem dos áudios, mas ainda houve envio de instrumentais de três
produtores internacionais: Dj Pisto Rey (México), Az Pro (Moçambique) e IMBLGK
(Moçambique). Além disso, o DJ Leudson cedeu um remix do hino do Porto Velho e
ainda foram gravados áudios da torcida em festa para serem inseridos no
podcast.
Sobre o nome
A expressão “Deu
Bera” tem o objetivo de enfatizar uma vitória do estado de Rondônia no futebol.
“Deu” é um sinônimo de venceu/ganhou na linguagem do futebol. Já “Bera” é o
diminutivo de “Beradeiro”, expressão utilizada para identificar o povo
rondoniense. A expressão “Beradeiro” inicialmente teve um cunho pejorativo, mas
o povo rondoniense assumiu como afirmação identitária.
Desse modo, o podcast foi criado com o objetivo de valorização do
futebol de Rondônia, mostrando as histórias de luta, sonhos, aflições, amor e
conquistas em um estado onde o esporte muitas vezes não é tão valorizado.
Sobre o projeto
O Deu Bera é
registrado como projeto de extensão da Universidade Federal de Rondônia,
vinculado ao grupo de pesquisa e extensão BARRAS – Bloco de Ações em Rap, Rádio
e Ausências Sonoras. Além das integrantes dos dois episódios, o Deu Bera ainda
conta com a participação dos estudantes de jornalismo Davi Rodrigues, Emily
Bravo, Gian Victor, Jorge Rodrigues, Júlia Cruz, Kyara Negretti e Lara Lívia.
Além do Deu Bera, o
BARRAS promove ações integradas de rádio, rap e vozes não hegemônicas. O grupo
produz um podcast sobre a música rap, denominado Barras Maning Arretadas, bem
como irá lançar a revista “Versões Ausentes”, em que o intuito é abordar as
versões silenciadas ao longo da história do estado de Rondônia.
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