Domingo, 16 de dezembro de 2007 - 13h28
Maldini
Escrevo ainda contagiado pelo espetáculo da manhã deste domingo, na final do Mundial de Clubes entre Milan e Boca, os dois maiores campeões do planeta. A segunda vingança do ano do time do Milan, a primeira foi em cima do Liverpool, serviu para consagrar jogadores como Maldini, 3 vezes campeão do mundo, Cafu, também tri-mundial (uma pelo São Paulo) e o próprio técnico Ancelotti, que na falta de Ronaldo e Pato tem um Inzaghi sortudo e bem posicionado sempre.
Seeedorf
O holandês Clarence Seedorf foi o que restou da máquina holandesa do Milan, que no passado também ganhava tudo: Van Basten, Gullit, Rijkaard, Koeman, que timaço. E dos pés dele tem saído gols e lances deliciosos de se ver. Um craque, em plena forma e com uma bela coleção de títulos. No meio com Pirlo, o cão de guarda Gattuso e depois muito bem nosso Emerson, Seedorf recebeu a Bola de Prata depois dos 4 a 2 sobre os argentinos do Boca. Um merecido prêmio porque o primeiro lugar já tinha dono e ele é brasileiro.
Kaká
Jovem, talentoso, com os olhos do mundo sobre ele e uma marcação quase implacável, Kaká não estraçalhou no jogo final, mas foram dele os passes para 2 gols e o melhor do mundo ainda marcou o seu. Não tem como contestar que o hoje ninguém joga e representa o espírito vencedor como Kaká. Virou mania na Itália, no mundo todo e na entrevista depois do jogo respondeu assim ao repórter italiano que lhe perguntava como parecia tão fácil para ele jogar futebol: “Jogo para me divertir”, respondeu o craque. “Não me vejo ainda como o melhor do mundo e nem me preocupo com isso, minha alegria é jogar futebol”. Sua e nossa Kaká, obrigado pelo show!
Dida
Ainda sem demonstrar emoções, e com a velha dificuldade em sair do gol, ele jogou bem, fez uma defesa linda e depois sofreu o gol contra de Ambrosini, mas se garantiu e garantiu seu time no topo do planeta bola. Dida, que teve alegria dobrada no domingo, pois a FIFA oficializou o primeiro Campeonato Mundial de Clubes como sendo o de 2000, conquistado pelo Corinthians, com ele no gol, ganhou mais um título. Para um goleiro que merece mais aplausos e reconhecimento do que tem recebido fica a impressão de que ele não faz seu marketing como alguns outros, e é verdade. Mas goleiro tem que pegar a bola, e ser campeão. Dida preenche esses requisitos.
Palermo
Não chore por mim Argentina!
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