Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Esporte

Com vinho, franceses veem o jogo em que dão adeus à Copa


Mariana Tokarnia - Agência Brasil 

Gente de Opinião

Depois de perder para a Alemanha, um recado: "Pobre Brasil", diz a diretora da Aliança Francesa, Elisabeth Ranedo. A francesa, de 47 anos, preferiu fumar um cigarro e não assistir aos últimos minutos do jogo. De vez em quando, espiava o telão armado no anfiteatro da escola e repreendia aqueles que gritavam gol antes que ele fosse marcado: "Não pode gritar gol antes, não dá sorte". Deu azar.

A Alemanha ganhou da França por 1 a 0, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. A seleção alemã passa para a fase semifinal e enfrentará o vencedor do jogo das 17h, disputado entre Brasil e Colômbia, em Fortaleza. "O jogo foi bom. Os alemães têm um nível excelente", reconhece Elisabeth.

A estudante franco-espanhola Sonia Eusébio, de 17 anos, perdeu na Copa do Mundo o segundo time para o qual torcia. "Quando a Espanha saiu, fiquei desesperada", disse. Pela mãe francesa, passou a torcer pela França. "Agora vou torcer para a Colômbia", brinca.

A partida teve altos e baixos, todos regados a vinho, pipoca e Richard, também chamado de patís - um licor à base de anis, típico do verão francês. Mas nem mesmo o vinho francês Baron D'Arignac deu sorte. A torcida estava animada até os últimos minutos. "Allez, allez", gritavam e impulsionavam o time a cada posse de bola.

Gente de Opinião

Franceses sofrem com a derrota para a Alemanha e a despedida da Copa do MundoWilson Dias/Agência Brasil

A brasileira Érica Boraschi, de 37 anos, entrou no coro francês. Servidora pública, ela apaixonou-se pela França há três anos. "Foi quando eu comecei a estudar a língua", conta. Entre gritos e palmas, ela manda mensagens de texto pelo celular para a amiga, Denise Alves, que mora em São Paulo e é igualmente apaixonada pelo país.

Érica diz que o Brasil não é opção de torcida: "Minha manifestação particular. Acho que o Brasil tem que investir em outros setores, estimular outros esportes. Damos muita ênfase ao futebol".

A opinião de Érica não é compartilhada pela francesa Caroline de Lelis. Com 38 anos, Caroline veio para o Brasil há seis anos para trabalhar no Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê). Casou-se com o brasileiro Alexandre Goulart e teve um filho, Thiago, de 2 anos. Mãe e filho assistiram ao jogo pintados com as bandeiras da França e do Brasil, uma em cada lado do rosto. "Meu coração é dividido entre França e Brasil, agora é Brasil", disse depois do jogo em que a França deu adeus à Copa.

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 26 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Semtel mapeia e mantém 18 espaços públicos de esporte e lazer em Porto Velho

Semtel mapeia e mantém 18 espaços públicos de esporte e lazer em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel), divulgou a relação atualizada dos espaços esportiv

NO MUNDO DOS ESPORTES - A TETRA E O GUIA

NO MUNDO DOS ESPORTES - A TETRA E O GUIA

Aos 42 anos a acreana Jerusa Geber é tetracampeã mundial dos 100 metros T11 (deficiência visual), chegando a 13 pódios em Mundiais, além de várias med

Final do Mundial e da Copa do Brasil serão transmitidas no Parque da Cidade

Final do Mundial e da Copa do Brasil serão transmitidas no Parque da Cidade

O futebol brasileiro promete movimentar Porto Velho nesta quarta-feira (17), com jogos decisivos envolvendo três clubes que figuram entre as maiores t

Esporte, disciplina e inclusão: troca de faixas da turma infantil de judô do Cero é realizada pelo governo de RO

Esporte, disciplina e inclusão: troca de faixas da turma infantil de judô do Cero é realizada pelo governo de RO

O Teatro Banzeiros, em Porto Velho, foi palco de um momento especial para crianças atendidas pelo Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero): a cerim

Gente de Opinião Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)