Porto Velho (RO) quinta-feira, 21 de março de 2019
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Cariocas buscam manter tradição de enfeitar ruas


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Moradores decoram a Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel,
para a Copa do Mundo 2014 Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Vladimir Platonow
Agência Brasil


Os protestos e as críticas contra os altos gastos com a Copa do Mundo provocaram um clima de desânimo em muitos cariocas. O sentimento se refletiu no atraso na decoração de ruas, mantida apenas com trabalho voluntário e doações da própria comunidade. Em alguns locais, os preparativos foram simplesmente cancelados. Mesmo assim, grupos de moradores lutam contra a apatia e mantêm a tradição de embelezar a vizinhança, com fitas e bandeirolas, além da pintura de muros e asfalto.

Na rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, o trabalho está 50% concluído, apesar dos organizadores reconhecerem que muitas pessoas ficaram desanimadas por causa das denúncias de gastos excessivos nas obras para a Copa. 

“Temos a tradição de enfeitar a rua desde 1990 e estamos muito animados. Mas quanto às outras ruas, acreditamos que seja essa coisa da corrupção, dos protestos, do movimento de 'não vai ter Copa'. Nós também somos contra a corrupção e a roubalheira dos estádios. Mas, uma vez que vai ter Copa, vamos comemorar”, disse o vendedor de planos de saúde Victor Marques, um dos organizadores da decoração.

As pinturas dos muros ficam a cargo do tatuador Ricardo Melo, que também coordena a decoração feita no asfalto, com a ajuda de voluntários. Na tarde de hoje (5), ele deu os últimos retoques em uma pintura retratando o jogador Neymar afastando o fantasma da Copa de 1950, quando o Brasil perdeu para o Uruguai. “Ninguém está a favor das coisas que estão acontecendo, da saúde do jeito que está, da educação do jeito que está. Só que a decoração da rua é uma cultura que nós temos há muito tempo. Eu faço os desenhos aqui desde a Copa de 1998”, disse Ricardo, que no total está pintando oito muros.

Outro ponto tradicional das festas de rua durante a Copa é o largo formado pelas ruas Alzira Brandão e Conde de Bonfim, na Tijuca, também na zona norte. Batizado de Alzirão, o espaço chega a receber até 12 mil pessoas em dias de jogos do Brasil. Este ano, um impasse com a Fifa gerado pela cobrança de uma taxa que poderia chegar a R$ 28 mil, atrasou a decoração, que ainda nem começou a ser feita.

Os organizadores se animaram, na última sexta-feira (3), quando o prefeito Eduardo Paes disse de que não haveria cobrança em festividades populares. Agora, eles prometem começar a decoração a partir do próximo dia 12. A expectativa é que o trabalho seja concluído uma semana após o início.

“Este ano esperamos cerca de 12 mil pessoas. Teremos um telão de 24 metros quadrados. É o dobro da Copa passada e com mais resolução”, contou Guilherme Teixeira, um dos organizadores do Alzirão, que este ano terá 10 mil metros quadrados de pinturas e 16 quilômetros de fitas e bandeirolas verde e amarelas cobrindo o local. Tudo emoldurado por uma grande bandeira do Brasil.

“O Alzirão acontece há 36 anos e tem que existir independentemente de críticas à Copa. É um momento histórico do país, de ter uma Copa do Mundo aqui. E o Alzirão vai ser a única sensação de boa parte da população de poder sentir o gosto da Copa. Muita gente tentou comprar ingresso e não conseguiu. E qual o local que sobrou para todos irem? Só as festas de exibição pública”, destacou Guilherme.

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