Terça-feira, 25 de junho de 2019 - 19h26

A Síndrome de Granulomatose de Wegener tem um
nome curioso, é rara e acomete pessoas de ambos os sexos principalmente a
partir dos 40 anos. Guilherme Henrique Castro Álvares, 13 anos, é portador da
doença há um ano e deposita na fé e no esforço o desejo de se tornar um atleta
reconhecido mundialmente.
Capitão da equipe infantil do voleibol da escola estadual Gonçalves Dias, de Ji-Paraná, o garoto experimentou a dor da doença em sua estreia pelo futsal nos Jogos Escolares de Rondônia (Joer), aos 12 anos, na etapa estadual das modalidades coletivas realizada em Cacoal, em 2018.
“Foi terrível! Tudo começou com uma dor na
cabeça, que avançou para o tórax e órgãos como baço e fígado. Fiquei em
observação em hospital público três vezes e não pude concluir minha
participação no Joer. Estávamos na fase quartas de final”, conta o menino, que
na época precisou ser removido ao interior do Paraná para submeter a tratamento
médico e cirúrgico em hospital particular.
Para a surpresa do estudante, outra doença foi diagnosticada: a osteoporose, que o levou ao centro-cirúrgico onde submeteu a três procedimentos na perna esquerda.
“Vou ter de tomar remédios para o resto da vida. Mesmo assim não vou abrir mão de praticar esporte. No Joer eu descobri que tenho várias habilidades esportivas e agora estou gostando do voleibol”, dispara o aluno-atleta, que tem como meta ser o melhor atacante do voleibol brasileiro.
Para o treinador do estudante, professor de educação física Alvanei Fornel, Guilherme Álvares é uma referência em superação. “Diante do quadro clínico apresentado, ele é um líder nato na quadra. Fiquei surpreendido”, disse Fornel, que preparou o aluno-atleta para fase regional do Joer em apenas um mês.
A SÍNDROME
O quadro geral da Síndrome de Gramulatose de Wegener foi
apresentado e formalizado pelo patologista alemão Friedrich Wegener entre 1936
e 1939. É uma doença autoimune – ataca células saudáveis do organismo –
caracterizada pela inflamação dos vasos sanguíneos.
A doença afeta aproximadamente 8,5 indivíduos a cada 1
milhão de habitantes. A literatura médica aponta que 90% das pessoas acometidas
pela síndrome são de pele branca, a partir dos 40 anos de idade de ambos os
sexos.
A causa da doença ainda é desconhecida e pode durar anos ou
a vida inteira. A maioria dos casos é tratada com corticosteroides. Os sintomas
podem surgir gradativamente ou abruptamente, como ocorreu com o Guilherme
Álvares.
“As pessoas geralmente pensam que vão morrer quando
adoecem. Eu não. É o contrário. Temos de lutar pela vida. Tenho fé que um dia
tudo isso acaba e me tornarei o melhor dos melhores do voleibol mundial”, disse
o aluno-atleta, após a equipe dele vencer pelo placar de 3×0 a equipe do
Colégio Tiradentes da Polícia Militar 4, de Ji-Paraná, na fase regional Centro
Oeste do Joer.

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