Porto Velho (RO) terça-feira, 16 de julho de 2019
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Gente de Opinião

Entrevista

ALUIZÃO: Radialista e ex-jogador condena governo pela situação


Águido MeloALUIZÃO: Radialista e ex-jogador condena governo pela situação - Gente de Opinião
 

O ex-jogador de futebol por Moto Clube e Ferroviário nos anos dourados do futebol  portovelhense, nas décadas de 60/70, hoje, radialista e um dos mais respeitados cronistas esportivos do Estado, Walter Santos Barbosa, 73 anos, se diz decepcionado pelos acontecimentos ligados a dois logradouros desportivos mais consagrados do desporto da capital, o estádio Aluízio Ferreira e ginásio Cláudio Coutinho, tendo vivido os bons e maus momentos dessas praças esportivas.  Ao ler a matéria sobre a suspensão das licitações, Walter foi consultado a falar sobre o assunto e não titubeou ao dar a entrevista para o jornal Estadão do Norte, a seguir:
 

ALUIZÃO: Radialista e ex-jogador condena governo pela situação - Gente de OpiniãoO Estadão - Você viveu os bons momentos do futebol de Rondônia, primeiro jogando seu belíssimo futebol e encantando as plateias por décadas. Depois, como radialista, desde a década de 1960, na rádio Caiari, ao lado de João Dalmo, José Ribamar e mais tarde Miguel Silva e tantos outros, acompanhou os bons e maus momentos tanto no Aluizão e mais tarde no Cláudio Coutinho em comparação com o que estamos vivendo.  Como explicar e justificar para a população esse momento crítico?

Walter Santos - Considero tal fato injustificável. Em outras palavras, falta de vergonha na cara dos administradores e políticos que denigrem a imagem do nosso esporte com situações lamentáveis como a que estamos vivendo com o nosso único estádio e único ginásio, sendo abandonado inescrupulosamente por falta de visão desportiva.  A que ponto se chegou de a única capital do país a não ter seu estádio e seu ginásio. Que governos são esses que não colocam o esporte como prioridade à população. Só com o governo atual são três anos  de total marasmo desportivo. Eu me sinto envergonhado com essa situação.
 

Assista trecho de reportagem do Programa Tempo Real
da TV Candelária/Record, canal 11 de Porto Velho-RO

Gente de Opinião O Estadão – O dinheiro já está alocado para as obras.  Você considera serem essas obras um álibi até as proximidades de novas eleições?

Walter Santos - É deprimente, mas é uma verdade os governos usarem certas obras para tentarem suas reeleições. Mas creio que a comunidade desportiva estadual saberá dar resposta a altura. Mesmo assim duvido que até lá essas obras em nossas praças esportivas sejam revitalizadas.

Gente de OpiniãoO Estadão - Como analisar a situação do Claudio Coutinho há 15 anos na ociosidade?

Walter Santos - Nós rondonienses acompanhamos o empenho do ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira com a construção do Cláudio Coutinho iniciado em 1983 para entregar a população, na época, nem amazonas ou Pará possuíam ginásio tão moderno em seus estados como o Cláudio Coutinho, que recebeu inclusive o apelido de "Gigante do Norte", uma verdadeira referência para o desenvolvimento desportivo.  Vergonhosamente governo algum se dispôs a dar manutenção a ponto de chegar o dia que não dava mais para uso do voleibol, basquetebol, futsal, handebol, ginástica, artes marciais, tênis de mesa e até para encontros religiosos e políticos.  Derrota difícil de explicação.

Gente de OpiniãoO Estadão - Em sua visão, quem são os mais responsáveis pela situação?

Walter Santos – É notório que a classe política em primeiro lugar, pois quando eles querem os projetos, emendas e indicações saem pela janela e tudo é feito na maior rapidez.  Em segundo lugar os governos  não criam as políticas públicas desportivas, colocam pessoas leigas nos cargos mais e relevantes da secretaria emperrando o crescimento desportivo.  Por cima, destinam orçamento minguado, ou seja, não dão a devida carta branca para o fomento do esporte no Estado. Por último, no caso do Aluizão, a Federação de Futebol que não se mexe, não reivindica junto a classe política, CBF e etc, uma solução para o antigo problema.

Gente de OpiniãoO Estadão – Como aceitar essa imposição do governo de diminuir espaço ao torcedor de futebol no Aluizão em função de uma obra sem pé e sem cabeça naquele local?

Walter Santos – Quem deu aquela ideia de obra deve estar arrependido do cocô que fez.  Se era difícil construir um novo estádio, que se ampliasse o atual.  Valdir Raupp e Ivo Cassol fizeram estardalhaços anunciando a Deus e ao mundo a ampliação do Aluizão com maquetes para 22 e 15 mil espectadores. Foram reeleitos e o Aluizão continuar pior, ou melhor, interditado para jogos. Porque nos seus governos servia para ampliá-lo, agora não serve mais'? Um absurdo, uma vergonha explícita.

Gente de OpiniãoO Estadão - Dar para prevê o futuro do Aluízão e Cláudio Coutinho?

Walter Santos - Sinceramente, não. Se nossa imprensa desportiva fosse unida, caindo de pau em cima, in loco, sucessivamente, quem sabe num tempo curto teríamos uma resposta positiva.

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