Porto Velho (RO) sexta-feira, 21 de setembro de 2018
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Eleições 2014

EXPEDITO DEFENDE NOVO CENÁRIO DE NEGÓCIOS PARA RETOMAR CRESCIMENTO


O volume e o ritmo da criação de novas empresas, por desdobramentos
óbvios, são dois dos principais indicadores que medem a força de uma
economia. Novas empresas significam novos postos de trabalho, maior
circulação de dinheiro e, consequentemente, maior arrecadação. Ocorre que,
em contraponto às notícias divulgadas pelo Governo Estadual, inclusive na
propaganda eleitoral do candidato à reeleição, que pinta um mundo colorido
sobre os indicadores econômicos de Rondônia, a realidade é bem mais dura.
Relatório de uma consultoria encomendada pelo PSDB e entregue ao candidato
ao Governo pela coligação Frente Muda Rondônia, Expedito Junior, mostra
que o círculo virtuoso vem perdendo ritmo e provocando grande recuo na
economia de uma maneira em geral.

O Governo tem divulgado o crescimento do PIB, mas esconde da população os
números que mostram que esse crescimento tem sido muito menor que em 2010,
quando atingiu o auge e a atual administração ainda não tinha assumido a
direção do barco. O IDH recuou fortemente, de 0,776 em 2008 para 0,756 em
2012, semelhante o norte da África.

De acordo com o relatório produzido pela Bueno Consult, Rondônia tem hoje
127 mil empresas ativas, com queda acentuada de menos 37% na variação
2013-2014. “Isso significa que nossa economia criou 37% menos empresas no
comparativo com 2013, no mesmo período. Um desastre! Regredimos quase 40%
em nossa força para impulsionar a economia através da criação de novas
empresas. E o que estimula a criação de novas empresas? O ambiente de
negócios, expressão criada pelo Banco Mundial para designar o status de
uma economia para que empresas possam ser criadas e que possam
desenvolver-se, ou não, de acordo com as políticas públicas, regulações e
uma série consistente de indicadores para medir o desenvolvimento da
economia empresarial”, acentua o documento.

Com base nesta e em outras informações obtidas junto a técnicos do próprio
governo, Expedito propõe o estabelecimento de um novo cenário de negócios.
“Nós vamos oferecer as melhores condições aos investidores externos e
internos. Além dos incentivos fiscais, vamos apostar muito na inovação
científica e tecnológica. Recentemente divulgamos nossa proposta de
ativação da nossa Fundação de Amparo à Pesquisa Científica e Tecnológica,
que será um importante instrumento a orientar nosso crescimento sustentado
da economia”.

A consultoria indicou que Ji-Paraná e Porto Velho lideram a queda na
criação de novas empresas, com -40,62% e -39,94%, respectivamente. Mas não
ficam atrás os outros três motores da economia de Rondônia: Cacoal, com
-36,48%, Vilhena -32,24% e Ariquemes -31,87%. “Escandalosamente a economia
perdeu força. Temos ouvido reclamações de empresários dos mais diversos
setores a respeito da queda no faturamento, com taxas que variam de menos
30% até incríveis 70% em alguns segmentos”, observa o candidato tucano,
que compartilha da mesma opinião de que “a maioria dos empreendedores já
considera o ano de 2014 morto desde abril”, segundo atestou a Bueno
Consult.

Serviços recuaram mais de 60%

No setor de serviços, principal termômetro do crescimento e
desenvolvimento de uma economia, pois sua atuação permeia todos os outros
setores e é forte agregador de valor na geração de novos postos de
trabalho, elevação da renda, maior arrecadação tributária e distribuição
da riqueza, a queda foi de 62,41%, “um desastre”. “É evidente que a
economia não apenas esfriou, mas está em franco recuo, bem diferente do
discurso oficial”, concluiu o relatório.

O segundo setor que aponta queda acentuada é o comércio, com -38,45% no
indicador de criação de novas empresas desse setor que representa 47% do
total de empresas em operação em Rondônia. “O comércio, de mãos dadas com
o setor de serviços, forma o maior conjunto agregador da economia de
Rondônia, superior à soma da indústria e do agronegócio, com menos da
metade do número total de empresas dos outros dois setores”, destaca o
relatório.

Expectativas

Expedito até admite que o fim das obras das usinas do Rio Madeira e as
enchentes tenham refletido negativamente na performance econômica, mas
para ele, faltou, sobretudo, uma estratégia de desenvolvimento econômico,
vez que a conclusão das usinas já era prevista. “Infelizmente houve uma
conjugação atroz de inexperiência, ineficiência técnica e ausência de
política econômica. Os atuais secretários são o espelho que reflete e
sintetiza o que é o governo: apático, lento, ineficiente e improdutivo.
Essa apatia, esse marasmo e a melancolia que tem marcado esse fim de
governo serão substituídos, a partir de janeiro, pelo vigor, dedicação,
entusiasmo, motivação e sobretudo, pela competência e eficiência”,
conclama Expedito.

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