Porto Velho (RO) quarta-feira, 19 de setembro de 2018
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Eleições 2014

Debate mostra que Padre Ton é o mais preparado para governar Rondônia


Debate mostra que Padre Ton é o mais preparado para governar Rondônia - Gente de Opinião

O debate promovido pela TV Candelária (Record) ontem (26) à noite mostrou que o candidato a governador pelo Partido dos Trabalhadores, Padre Ton, é o mais preparado para administrar Rondônia. De infraestrutura à área da saúde e sobre o que se passa nas ações e obras da atual gestão, considerada “lenta” pelo candidato do 13, Padre Ton demonstrou conhecimento sobre a realidade do Estado e apresentou propostas, enquanto os adversários trocaram agressões, principalmente Jaqueline Cassol e Confúcio Moura, acusando-se mutuamente pelos erros da atual gestão e da anterior.   

No primeiro bloco de perguntas entre os candidatos, Padre Ton discorreu sobre a localização estratégica de Rondônia: “É um Estado com todas as cidades acessadas por terra, integrado ao Brasil pela BR-364 e também pela hidrovia do Madeira”, afirmou. “Vou cuidar das nossas rodovias estaduais, que estão destruídas, e exigir do governo federal a manutenção da 425, da 429 e da Hidrovia, trabalhando de forma planejada para ter energia com qualidade, com todos os municípios interligados pelo linhão, garantindo o desenvolvimento e gerando emprego e renda.”        

O Plano de Governo do candidato do PT prevê uma articulação para que o projeto da ferrovia de Vilhena a Porto Velho seja realidade, e a adoção de políticas públicas para facilitar a industrialização de alimentos, o couro, a cerâmica e outros produtos a fim de melhorar os indicadores da economia do Estado, endividado e que apresenta queda na arrecadação.

No mesmo bloco, Padre Ton questionou a pavimentação sem qualidade, citando estradas que conhece bem devido a seu deslocamento constante na condição de deputado federal e candidato, e falou sobre o programa “Luz Para Todos”, concebido pela presidenta Dilma Rousseff  quando ministra de Minas e Energia, não executado em sua totalidade por falta de contrapartida “de R$ 35 milhões do governo passado” e também do atual, totalizando R$ 60 milhões.

“Por falta dessa parceria do governo estadual, ainda temos 18 mil domicílios na zona rural sem energia. As famílias, a maioria pobres, ficaram no escuro porque não houve interesse das administrações do nosso Estado com o programa criado pela presidenta Dilma”, lamentou Padre Ton. “Sei que Dilma será reeleita e vamos retomar o Luz Para Todos.”      

No segundo bloco, de perguntas dos jornalistas, Padre Ton respondeu pergunta de Beni Andrade sobre eventuais dificuldades na economia rondoniense em razão do baixo crescimento da economia do país. De início, o candidato concordou haver “crescimento pífio” mas ressaltou não haver crise de desemprego, conforme mostrou índice divulgado no dia do debate.            

“Minha proposta é investir num forte programa de industrialização em Rondônia, incentivando o médio e grande empresário, abrir o Estado para iniciativas de implantação de agroindústrias, o que foi iniciado mas o apoio precisa ser robusto, permanente, uma política consistente”, declarou.

Tomates podres

Em comentário à pergunta da jornalista Renata Beccária feita ao governador Confúcio Moura sobre o rigor que parece excessivo dos órgãos de controle sobre governos, Padre Ton disse não ver problema na atuação do Tribunal de Contas e Ministério Público, considerando que fazem a tarefa deles: “Fui prefeito e tive minhas contas aprovadas. O MP cumpre o papel dele, a sociedade exige seu fortalecimento, afinal o Estado teve ladrões demais que desviaram recursos da saúde. Junto com o povo não vou permitir que tomates podres atrapalhem o meu futuro governo.”

À pergunta do candidato Expedito Junior, no quarto bloco, se utilizaria parte do empréstimo contraído junto ao BNDES para o setor produtivo, o candidato do PT disse que utilizaria sim os recursos para “incentivar o pequeno, médio e grande empresário” a industrializar produtos “a fim de agregar valores e não apenas continuar mandando para fora a matéria prima.”

“O problema”, continuou Padre Ton, “é que o atual governo faz obras eleitoreiras, poderia ter iniciado a construção de hospital no início da gestão.” Segundo o candidato, a saúde em Rondônia só vai bem “no desenho animado do programa eleitoral” do governador. Pesquisas apontam que 70% da população não aprova os serviços de saúde prestados.

“Quero ser governador para que a saúde tenha gestão, para que os hospitais regionais funcionem, para contratar médicos especialistas para trabalhar nestas unidades e não deixar o povo sofrendo na ambulacioterapia. Quem deixa as pessoas abandonadas e largadas nas filas dos hospitais não ama Rondônia”, disse Padre Ton.
 

Polícia Federal

No quarto bloco, o governador Confúcio Moura quis saber de Jaqueline Cassol se Expedito Junior, que “defendeu as demissões no governo Bianco e foi cassado” estaria preparado para ser governador. A candidata não quis caracterizar o oponente, e Confúcio gerou direito de manifestação a Expedito ao rotulá-lo de “pau que nasce torto” e “eventualmente e infelizmente” poderá até vir a ser governador.

Após responder pergunta sobre o empréstimo feito pelo Estado e dizer que o “governo não consegue licitar, realizar obras, e o asfaltamento está todo parado pelo Tribunal de Contas”, Expedito Junior lembrou que Padre Ton pediu a cabeça do representante do DER de Rolim de Moura em razão de informações fantasiosas sobre obras em execução, e nos 30 segundos concedidos pela comissão julgadora disse nunca ter sido acordado pela Polícia Federal às 6 da manhã. O tucano se referiu à ação desencadeada na residência do governador durante a investigação de desvios de recursos da Saúde.  

Abandono

Na oportunidade que teve para falar sobre ações na cultura e turismo, Padre Ton lamentou o refluxo de investimentos do governo em eventos culturais tradicionalmente realizados em Rondônia. “Abandonar a cultura de um povo é abandonar a própria história”, afirmou, lembrando a falta de apoio para o Duelo da Fronteira, em Guajará-Mirim e para a Festa do Divino, no Vale do Guaporé.

“Rondônia tem cultura forte, é um Estado turístico, porta de entrada e saída do Brasil, pode ter mais contato com países vizinhos. Vamos recriar a Secretaria da Cultura, fortalecer o esporte e o turismo. Existem os hotéis fazenda, as manifestações culturais identificadas com o povo tradicional e com os migrantes, tudo isso precisa de incentivo, de políticas públicas para que emprego e renda sejam gerados”, observou Padre Ton. 

Fonte: Mara Paraguassu/José Roberto

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