Terça-feira, 7 de agosto de 2012 - 17h02
O Estudo “Variabilidade da freqüência cardíaca em mulheres com hipermobilidade articular”, produzido no Laboratório de Fisiologia Cardiovascular do Departamento de Fisioterapia da Faculdade São Lucas (Porto Velho-RO), foi publicado na Revista Fisioterapia & Pesquisa, da Universidade de São Paulo (USP). O Estudo teve como objetivo avaliar o balanço simpatovagal durante manobra de ortostatismo em mulheres com hipermobilidade e sua influência sobre a modulação do sistema nervoso autônomo. A hipermobilidade é a capacidade de desempenhar movimentos articulares com amplitude maior que o normal, cuja prevalência possui variações determinadas pela etnia, sexo, idade, atividade física e variações presentes nos critérios de caracterização.
Segundo o Estudo, aproximadamente 30% dos adultos são portadores e apresentam feedback proprioceptivo, sensorial diminuído e espacial alterado da articulação, levando a maior frequência de ativação e deformação dos mecanorreceptores nos músculos esqueléticos e na pele. O aumento dos impulsos aferentes dos mecanorreceptores sobre a área cardiovascular no bulbo altera o controle autonômico sobre o coração. “A principal causa da hipermobilidade é uma anormalidade na síntese de proteína do colágeno, resultando em tecido conjuntivo enfraquecido e distensível”, salienta a Professora Ana Paula Fernandes De Angelis Rubira, Fisioterapeuta e Mestre em Odontologia, uma das autoras do Estudo.
Um grupo de 150 voluntárias foi examinado no Laboratório de Reabilitação Cardiopulmonar e 27 foram mulheres incluídas no Estudo. As voluntárias responderam ao questionário com dados de identificação, antropométricos, morbidades, nível de atividade física, tabagismo, etilismo e uso de medicação. Os critérios de inclusão foram mulheres na faixa etária de 18 a 30 anos, que não realizavam nenhuma atividade física por pelo menos 10 minutos contínuos durante a semana, saudáveis, eletrocardiograma normal, colesterol total e frações, triglicérides dentro da normalidade de acordo com a National Cholesterol Education Program e glicemia e com diagnóstico de hipermobilidade articular.
Os resultados obtidos com a realização do Estudo sugerem que a hipermobilidade articular em mulheres jovens está associada a uma resposta autonômica cardíaca alterada com hiporresponsividade vagal. Marcelo Custódio Rubira (Doutor em Ciências), Ana Paula Fernandes De Angelis Rubira (Fisioterapeuta e Mestre em Odontologia), Alderico Rodrigues de Paula Junior (Doutor em Ciência da Computação), Rodrigo Alexis Lazo Osório (Doutor em Ciências), Mariane de Oliveira Nunes (Mestre em Engenharia Biomédica) e Aline Cristina Pereira do Nascimento (Discente do curso de Pós-Graduação em Bioengenharia Médica) integram o grupo responsável pela elaboração do Estudo.
Fonte: Chagas Pereira
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