Quarta-feira, 15 de agosto de 2012 - 19h11
A Comissão Nacional de residência Médica do Ministério da Educação volta a se reunir nesta quinta-feira, 16, quando vai avaliar o pedido de reconsideração do Estado de Rondônia para a manutenção do programa de residência médica, descredenciado por falta de cumprimento de compromisso do Governo do Estado. Quem está fazendo de tudo para reverter o descredenciamento é o médico rondoniense e conselheiro federal de medicina com assento na diretoria do Conselho Federal de Medicina (CFM), Hiran Gallo, que classificou o ato como um prejuízo irreparável à saúde no estado.
“Já somos um estado carente em todos os sentidos na área da saúde e não podemos concordar com a retirada do programa de residência médica para formar especialistas”, observa Hiran Gallo, que desde segunda-feira está em Brasília conversando com os 12 conselheiros com direito a voto na Comissão Nacional de Residência Médica. Nessa conversa, Gallo expõe aos conselheiros as carências da saúde na região e a importância do programa de residência médica para a formação de especialistas e, ao mesmo tempo, fixar no estado os médicos formados aqui.
Enquanto fazia esse trabalho de bastidores em Brasília, o diretor do Conselho Federal de Medicina mantinha linha direta com os gestores da Saúde em Rondônia, encarregados de preparar os projetos e a documentação que o Estado terá de apresentar na reunião desta quinta-feira junto com o pedido de reconsideração do descredenciamento. “É lamentável que o Estado tenha chegado ao ponto de perder um programa tão importante como a residência médica por incúria administrativa, mas não é hora de ficarmos apontando culpados. O importante agora é conseguirmos reverter esse quadro”, acentua Hiran Gallo.
Entre as providências que o Estado tem de adotar para que o programa permaneça, está o não desconto do Imposto de Renda da bolsa paga aos médicos-residentes, aumentar o número de preceptores (médicos professores que acompanham os recém-formados na residência médica), construção de laboratórios e biblioteca.
Caso não apresente um projeto consistente e compromissos com a implementação das medidas recomendadas pela Comissão Nacional de Residência Médica, avisa o diretor do CFM, Rondônia não conseguirá manter o programa, o que será uma lástima para a saúde do Estado.
Fonte: Cremero
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