Segunda-feira, 21 de novembro de 2011 - 16h03
Na quinta-feira, dia 24, o Tenente Coronel Médico José Edacyr Simm, diretor do Hospital de Guarnição de Porto Velho, vai ministrar palestra, no auditório da Faculdade São Lucas, às 19h, sobre o tema “Medicina em Tempos de Guerra e Catástrofes”, destinada aos acadêmicos dos cursos de saúde da instituição. O palestrante, que participou, em 2006, da Missão de Paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti, vai destacar as ações desenvolvidas pela equipe médica do Exército em prol da população local por ocasião da grande tragédia provocada por um terremoto que assolou o país em janeiro de 2010. Segundo antecipou o Tenente Coronel Edacyr Simm, a proposta é informar aos acadêmicos da Faculdade São Lucas sobre como funcionou o esquema de atendimento de emergência à população haitiana vitimada pelo terremoto, desde as ações médicas até o suporte na reconstrução de unidades de saúde. “Vamos mostrar aos acadêmicos o atendimento médico militar de emergência a uma população carente, vítima da guerra civil e atingida pelo terremoto”, acrescentou o Tenente Coronel Edacyr Simm. A COEX (Coordenação de Extensão) solicita que cada acadêmico que comparecer à palestra colabore com um litro de leite, que deve ser entregue na entrada do auditório.
Violência e pobreza
Antiga colônia francesa, o Haiti é a primeira república negra do mundo, sendo fundada em 1804 por antigos escravos. Marcada por uma série de governos ditatoriais e golpes de estado, a população haitiana presencia uma guerra civil e muitos problemas socioeconômicos. O Haiti é o país economicamente mais pobre da América, seu Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,404 (baixo); aproximadamente 60% da população é subnutrida e mais da metade vive abaixo da linha de pobreza, ou seja, com menos de 1,25 dólar por dia.
Além de todos esses fatores, o país passou por outra tragédia, dessa vez de ordem natural. No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o país, provocando uma série de feridos, desabrigados e mortes. Diversos edifícios desabaram, inclusive o palácio presidencial da capital Porto Príncipe. Esse fato promoveu grande destruição na região da capital haitiana. Estima-se que metade das construções foi destruída, 250 mil pessoas foram feridas, 1,5 milhão de habitantes ficaram desabrigados e o número de mortos ultrapassou 200 mil. Responsável pelo processo de pacificação no Haiti, o Brasil comanda mais de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas, e tem 1.266 militares no país.
Fonte: Chagas Pereira
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