Sexta-feira, 10 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Educação

Mercadante reconhece dificuldade para estados e municípios pagarem piso do magistério


Yara Aquino
Agência Brasil

Brasília – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (29) que o piso nacional do magistério, tal como foi aprovado, “tensiona” as contas dos estados e municípios ao longo dos anos. Ele defendeu uma solução conjunta entre governantes e professores para valorizar o professor de forma compatível com as receitas estaduais e municipais.

Sancionada em 2008, a Lei 11.738, que estabelece o piso nacional do magistério público da educação básica, determinou um valor mínimo que deve ser pago pelos estados e municípios a professores da rede pública com jornada de 40 horas semanais.

“A lei como está, ao longo dos próximos anos, tensiona demais as finanças municipais e estaduais, e temos que ter crescimento salarial dos professores que seja sustentável, progressivo e compatível com os recursos orçamentários”, disse o ministro, ao participar do Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas. Na avaliação de Mercadante, é importante que a questão seja resolvida ainda este ano.

De acordo com Mercadante, entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) reconhecem que a lei que trata do piso precisa de ajustes e apresentaram propostas de alteração que estão em discussão no Congresso Nacional.

“Reconhecemos que tem problemas da forma como a lei foi aprovada e há o compromisso da CNTE e Undime para se chegar a um entendimento que ajuste a legislação para valorizar o professor de forma compatível com a receita dos municípios e estados”, completou.

O ministro disse que a posição do Ministério da Educação é que o piso nacional do magistério precisa continuar crescendo de forma sustentável e progressiva, para atrair bons profissionais. Ele apontou como alternativa de financiamento a destinação dos recursos dos royalties do petróleo para a educação. “Se tivermos recursos dos royalties, vamos resolver o problema de financiamento, inclusive salarial dos professores”.

No início deste mês, o MEC anunciou que será de 7,97% o reajuste do piso salarial nacional do magistério da educação básica para 2013. Com o aumento, o piso passa de R$ 1.451 para R$ 1.567 e já será pago por estados e municípios em fevereiro.
 

Gente de OpiniãoSexta-feira, 10 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Mediação Tecnológica impulsiona estudantes da rede pública estadual de Rondônia à aprovação em Medicina

Mediação Tecnológica impulsiona estudantes da rede pública estadual de Rondônia à aprovação em Medicina

Estudantes do Ensino Médio com Mediação Tecnológica da rede pública estadual de Rondônia conquistaram vagas no curso de Medicina em universidades pú

Inscrições para cursos profissionalizantes remotos seguem até a próxima segunda-feira, 13, em todo estado

Inscrições para cursos profissionalizantes remotos seguem até a próxima segunda-feira, 13, em todo estado

Com o objetivo de intensificar a qualificação da mão de obra nos 52 municípios rondonienses, o governo de Rondônia  está com inscrições abertas até

Edufro lança coletânea sobre políticas públicas e desenvolvimento

Edufro lança coletânea sobre políticas públicas e desenvolvimento

Organizado por professores do Programa de Pós-Graduação (Mestrado Profissional) em Políticas Públicas (PPGPP) obra concebida no período pandêmico ab

SESI-RO dá início às aulas do Seja Pro+ Trabalho e Emprego

SESI-RO dá início às aulas do Seja Pro+ Trabalho e Emprego

As unidades do Serviço Social da Indústria (SESI) de Vilhena e Porto Velho deram início às aulas das turmas do Programa Nacional Seja Pro+ Trabalho

Gente de Opinião Sexta-feira, 10 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)