Porto Velho (RO) domingo, 5 de dezembro de 2021
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MELHORES TEXTOS SÃO PREMIADOS NA CORRIDA LITERÁRIA CONTRA O FUMO REALIZADA PELA COORDENAÇÃO ESTADUAL DO TABAGISMO


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Mariana Fernandes, 12 anos, aluna do 6º ano, abordou o tema “Cigarro, veneno usado por muitos”

Com o tema “Cigarro, veneno usado por muitos”, Mariana Fernandes, 12 anos, aluna do 6º ano da Escola Dom Pedro I, em Porto Velho, foi a primeira colocada na Corrida Literária Contra o Fumo, promovida pela Coordenação Estadual do Tabagismo em parceria com a Gerência de Programas Estratégicos de Saúde (GPES), da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Na categoria 9º, a vencedora foi Maria Fernanda, da Escola Tiradentes da Polícia Militar. No total, 22 escolas participaram da corrida contra o fumo, totalizando 4200 alunos do 6º e 9º do ensino fundamental da rede estadual de ensino. Trata-se de um projeto piloto, desenvolvido pela Sesau em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, por meio do Programa de Saúde na Escola (PSE).

Durante dois meses, foram feitas palestras e exibição de vídeos tratando sobre os males causados pelo fumo, e os efeitos nocivos da nicotina e de mais 400 substâncias químicas encontradas no cigarro.

O trabalho foi coordenado pela enfermeira Cremilda Queiroz. Em média, 220 adolescentes por unidade escolar, em dois turnos foram contemplados com as palestras didáticas sobre o tabagismo. Cada escola indicava seus representantes. Uma comissão fez a avaliação final e apontou os vencedores em sua categoria. A entrega dos prêmios – notebook, smartphones, celulares, bicicletas e troféus -, aconteceu na sexta-feira (16), no auditório da Escola Carmela Dutra, em Porto Velho.

O evento contou a participação de representantes das secretarias de Saúde e de Educação, além de professores, diretores, familiares e selecionados para a fase final.

OLHAR NO FUTURO

Para Mariana Fernandes, 12 anos, que venceu na categoria 6º ano, o projeto é excelente e tem um olhar no futuro, já que buscar conscientizar uma geração que a maioria não teve contato com o cigarro. Isso, segundo ela, é mais importante. “É muito mais fácil convencer quem não fuma a não fazer uso do tabaco do que eliminar o vício de quem já fuma há muitos anos”, avalia.

Mariana disse que para concluir seu texto, fez pesquisas de apenas 20 minutos sobre o tema. O conteúdo maior, que formatou seu pensamento, veio da palestra e exibições de vídeos em sala de aula.

De acordo com a coordenadora dor programa, Cremilda Queiroz, o foco central são alunos do 6º e 9º ano, na faixa etária de 10 aos 13 anos, e que estão em “transição” para o convívio com o ensino médio, com estudantes com idades maiores, e que já tiveram experiência com o tabaco. É uma espécie de “sinal amarelo” que pode ser fundamental para que esses adolescentes se distanciem do cigarro.

De acordo com a coordenação, o programa apresenta um dado alarmante: a maioria dos alunos – na faixa etária de 10 a 13 anos – que tiveram contato com o tabaco usa o narguilé. Os alunos experimentam o narguilé sem se darem conta que uma “tragada” equivale a dez cigarros convencionais, segundo estudos realizados em diversos centros de pesquisas, inclusive no Brasil, relata.

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BOA NOTÍCIA – Cremilda Queiroz destaca entendimento da proposta do programa

PREOCUPAÇÃO

Segundo com Tais Res, da coordenação do PSE, dados de pesquisas publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam que 27% dos alunos, em todo país, no 9º ano já fizeram usado de cigarro, álcool e outras drogas. Um dado que deixa o poder público com grande preocupação em buscar política educativas que afastem os jovens e adolescentes desta faixa etária do cigarro, já que ele, na maioria das vezes, como demonstram estudos, é a porta de entrada para o uso de drogas mais pesadas e até mesmo letais.

NÃO CRUZAR A PONTE
Cremilda fala que o programa alerta também sobre a “ponte” entre o cigarro e outras drogas. A mensagem é bem recebida e compreendida pelos alunos. Eles são multiplicadores das informações entre os amigos, em casa e na comunidade onde vivem. Por isso é muito importante não “cruzar a ponte” e se manter no lado correto: longe do cigarro.

O depoimento de vários alunos é emocionante. Eles entendem a mensagem e afirmam não gostar de cigarro, e que muitas pessoas que conhecem no bairro onde moram fumam e usam droga. Isso, segundo Cremilda é ponto positivo: Eles têm noção dos males que o uso do tabaco pode causar em muitas pessoas.

Leia mais:
Programa leva palestras para mais de quatro mil alunos sobre males causados pelo tabaco em escolas de Porto Velho


Fonte
Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo
Secom - Governo de Rondônia

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