Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Educação

Medicina: Faculdades deveriam ensinar cuidados paliativos


Aline Leal
Agência Brasil

Brasília - Desde o ano passado, o Brasil elevou os cuidados paliativos na área de atuação médica ligada às especialidades de clínica médica, cancerologia, anestesiologia, pediatria, geriatria e medicina de família. Já há esboços de uma residência na área que pode começar em 2013.

De acordo com a diretora da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, Dalva Yukie Matsumoto, o foco desta área de atuação é o controle primoroso de sintomas como dor, falta de ar, fadiga e náusea. Os cuidados, no entanto, devem abranger mais sintomas. “A equipe multiprofissional deve saber abordar os aspectos emocionais, sociais, espirituais porque a gente entende que o paciente é um todo e se você não cuidar de cada pedacinho você não consegue melhorar a qualidade de vida e minimizar o sofrimento”, disse Dalva.

Pesquisa realizada pela consultoria Economist Intelligence Unit e publicada pela revista inglesa The Economist em 2010, coloca o Brasil em 38º lugar num ranking de 40 países quando o assunto é qualidade de morte. O país fica na frente apenas de Uganda e da Índia. Esse dado indica que o brasileiro em estado terminal ainda sofre muito no seu processo de morte.

São cerca de 80 instituições médicas que dispõem dessa área de recurso no Brasil, o que é considerado pouco pelos especialistas, já que todo paciente terminal deveria ter acesso a esses cuidados.

“No Reino Unido [primeiro colocado no índice de qualidade de morte da pesquisa] há um sistema de saúde pública bastante abrangente. Toda a medicina é regionalizada e socializada. Todo paciente tem acesso a esses cuidados. As equipes de assistência domiciliar são regionalizadas, bastante abrangentes e podem oferecer os cuidados no domicílio do enfermo. Existe ainda uma política publica que dispensa o medicamento. Todos os pacientes têm direito a uma equipe multiprofissional para acompanhá-los em casa. As enfermeiras têm um poder maior do que os enfermeiros têm aqui no Brasil. Tem um categoria [de enfermeiros] que pode prescrever opióides inclusive. Isso facilita muito essa assistência ao paciente”, explica a médica.

Hélio Bergo, chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, diz que o tema ainda é novo no mundo, no Brasil mais ainda. Ele acredita que o primeiro passo a ser dado passa por ações educativas. “Nós precisamos fazer com que cuidados paliativos sejam conhecidos”.
 

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Governo de RO divulga escolas da Rede Estadual que ofertam Educação de Jovens e Adultos

Governo de RO divulga escolas da Rede Estadual que ofertam Educação de Jovens e Adultos

Já está disponível em diversas escolas da Rede Estadual de Ensino em todo o estado, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), garantindo a jovens, adult

Já estão abertas as inscrições para o Sisu 2026

Já estão abertas as inscrições para o Sisu 2026

Os candidatos e candidatas que realizaram as três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão, a partir desta segunda-feira (

Inscrições para cursos profissionalizantes presenciais estão abertas até esta sexta-feira, 23, em Porto Velho

Inscrições para cursos profissionalizantes presenciais estão abertas até esta sexta-feira, 23, em Porto Velho

O ano letivo do ensino profissionalizante em Porto Velho começa com uma vasta programação de cursos ofertados pelo governo de Rondônia. As inscriçõe

Egresso da Faculdade Metropolitana de Rondônia é aprovado em duas residências de Cirurgia Cardiovascular e aguarda resultado nacional

Egresso da Faculdade Metropolitana de Rondônia é aprovado em duas residências de Cirurgia Cardiovascular e aguarda resultado nacional

Natural de Porto Velho, Jonas Oliveira Costa, de 24 anos, é mais um egresso do curso de Medicina da Faculdade Metropolitana de Rondônia a conquistar

Gente de Opinião Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)