Sexta-feira, 27 de março de 2015 - 06h03
Alunos da Escola Estadual Heitor Villas Lobos,
de Ariquemes, foram premiados ao expor o Robô Resgate
O projeto Desenvolvimento de Inteligência Robótica para Resgate realizado por um grupo de alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio da Escola Estadual Heitor Villas Lobos, em Ariquemes, foi premiado na categoria Destaque Unidades da Federação, na 13ª Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace) em São Paulo (SP).
A Febrace, que é a maior do gênero na América do Sul, foi realizada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), de 17 a 19 de março.
O protótipo apresentado pelos alunos do estado ajuda no resgate de vítimas em locais de difícil acesso e às próprias equipes de salvamento, de forma a oferecer também maior segurança aos agentes e às vítimas envolvidas em acidentes. Trata-se do “robô resgate”, desenvolvido pelos alunos do curso de Robótica Educacional, Jessé Dutra da Silva, Lincon Eloi Barbosa e Gabriel Teixeira Manfrinato, sob a orientação da professora Sandra Regina Viola.
De acordo com a coordenadora, a ideia do projeto surgiu da participação dos alunos na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), na competição “Robot Rescue ‘A’”. Aos poucos a atividade se tornou mais complexa e com fins sociais e humanitários, se transformando num experimento científico voltado para a inovação no desenvolvimento da inteligência robótica, que visa socorrer vítimas, principalmente de soterramento. “Foi assim que recebemos credenciais para participar da Febrace e III Expo Nacional Brasil – Milset Brasil que se realizará em maio”, disse Sandra.
O aluno Gabriel Manfrinato, de 16 anos, explicou que o protótipo foi construído a partir de peças lego (encaixes, estruturas, polias, roldanas, servo motores e sensores) e é de ação autônoma programada a partir da plataforma “Lego Mindstorms NXT 2.0”.
No início houve dificuldades porque o projeto exigia maior emprego de recursos técnicos de programação de software e estruturas físicas. “Isso levou ao estudo e pesquisa de novos conceitos tecnológicos para aumentar a eficiência do protótipo”, lembrou Manfrinato.
Jessé da Silva, também de 16 anos, cursa robótica desde 2012 e admitiu que sua participação na Febrace tornou possível conhecer outras pessoas, culturas diferentes, além de fazer intercâmbio com alunos de outros estados por meio dos projeto apresentados.
O aluno Lincon Eloi Barbosa, de 17 anos, cursa robótica também desde 2012, e destacou o apoio e a preocupação do governo do estado em investir em projetos como o de Robótica Educacional nas escolas, estimulando os jovens a buscar novos conhecimentos e contato com a pesquisa científica.
“Eu mesmo estou tendo oportunidade. Quando criança já gostava da área de eletrônica, e na escola percebi que tenho grande potencial e vou fazer engenharia mecatrônica. Para mim, essas competições são um grande incentivo”, ressaltou Lincon Barbosa.
Fonte
Texto: Suely David
Fotos: Suely David
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