Sábado, 17 de setembro de 2016 - 16h27
Novos centros de educação infantil e mais professores para as redes municipais de ensino não foram suficientes para zerar uma fila de espera que cresce a cada ano no Brasil. Menos de 25% das crianças com idades entre 0 e 3 anos são atendidas nas creches. Conforme dados do Censo Escolar 2015, o índice equivale a, aproximadamente, 3 milhões de matrículas efetivadas. Em Londrina, 5.962 crianças nessa faixa etária são atendidas na rede municipal, enquanto outras 7 mil aguardam na fila de espera.
Assim como o Plano Nacional de Educação, o Plano Municipal prevê como meta número um o atendimento de, no mínimo, 50% das crianças entre 0 e 3 anos até 2024. A universalização da educação infantil é o principal desafio para os próximos gestores na avaliação da presidente do Conselho Municipal de Educação, Vera Lucia Moura. Londrina possui hoje 34 centros municipais de educação infantil e 53 unidades filantrópicas. Cansados de esperar pela abertura de novas vagas, centenas de pais ou responsáveis recorreram à justiça nos últimos anos para agilizar o ingresso dos filhos nessas escolas. "Os mandados de segurança terão de ser cumpridos. A qualidade do ensino é a nossa preocupação. Não é só mais um aluno em sala de aula, tem todo um trabalho pedagógico que o professor precisa dar conta", alerta.
O conselho acompanha de perto as dificuldades e avanços na educação. Segundo a presidente do órgão, que é servidora aposentada na rede municipal e hoje atua na rede estadual e no ensino superior, a universalização do acesso já foi alcançada na faixa etária das crianças com 4 e 5 anos. "Na rede municipal, as notas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) têm atingido as metas de forma satisfatória e a cidade está à frente de outras do mesmo porte", ressalta. No último Ideb, em 2013, Londrina atingiu nota 6,4 nos anos iniciais do ensino fundamental e superou a meta estabelecida para 2017 que era de 6,3. A intenção agora é atingir 6,7 em 2017 e 7,2 em 2021.
O Plano Municipal de Educação, aprovado em junho do ano passado, estabelece 20 metas e estratégias para avanços na educação até 2025. A intenção é melhorar indicadores referentes à erradicação do analfabetismo, à universalização do atendimento, à qualidade do ensino e à formação profissional e humanística.
Para a superintendente do movimento Todos pela Educação, Alejandra Meraz Velasco, os novos gestores precisam estar atentos às estratégias debatidas. "Todos os problemas crônicos que enfrentamos no Brasil seriam resolvidos com educação de qualidade. É preciso tornar a educação uma prioridade para o desenvolvimento do país. A educação não tem só uma importância em si mesma como um direito que precisa ser garantido, mas ela também tem uma repercussão em todos os outros indicadores de bem-estar e de crescimento do país", afirma Alejandra.
Fonte: ANDI / Folha de Londrina
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