Sexta-feira, 9 de março de 2012 - 11h52
O senador da República, Cristovam Buarque, esteve no último dia 7, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), para fazer, a pedido dos bispos, a análise de conjuntura política e apresentar um perfil da pobreza no país, na primeira reunião do Conselho Permanente da CNBB do ano.
Cristovam levantou durante duas horas, quatro perguntas essenciais para caracterizar a pobreza no país, que são: O que é ser pobre? Porque há pobreza? Porque nos preocupamos com os pobres e como erradicar a pobreza? Nesta mesma linha, o economista definiu cinco índices de pobreza: a falta de alimentação; a pouca ou nenhuma educação básica; o não acesso aos serviços de saúde existentes; a falta de um terreno para construção de moradia e não ter condições de pagar o transporte público.
“Costuma-se dizer que é pobre quem ganha menos de dois dólares por dia. A linha que separa os pobres dos que não são pobres é linha vertical - quem tem acesso e quem não tem acesso. Pobreza é a falta de acesso aos itens essenciais de uma vida digna. A maior parte dos itens não se compra. A renda tem um papel importante, mas ser pobre, não é uma questão exclusiva de renda”, destacou o senador Cristovam.
De acordo com Cristovam, o conceito de pobreza nasce do conceito de riqueza. “A riqueza é um conceito criado e a pobreza é consequencia desse conceito pós-moderno de riqueza. A causa da pobreza é menos a propriedade privada, os meios de produção, e é mais a propriedade do conhecimento. Quem entrou no mundo do conhecimento, entra no mundo dos donos do capital. A porta para sair da pobreza é a educação. Ela propicia a igualdade de acesso ao que é essencial. A renda e o consumo depende do acesso à saúde e educação. É o uso do dinheiro que devemos nos preocupar, e nao a quantidade de dinheiro. A pobreza hoje é a falta de acesso aos bens que definem o acesso à renda”, destacou.
“A economia não se dinamiza com os produtos básicos. O Brasil corre o risco de ficar para trás, porque os nossos produtos são de matéria prima e não de produtos com agregação de valor. A dimensão da luta para resolver a pobreza é uma questão ética. Muitos fazem, os outros não. Está no coração e não mais no cérebro”, ressaltou o senador fazendo um alerta ao Governo.
O que fazer?
Segundo Cristovam Buarque, o país deve mudar o pensamento de que o crescimento economico é que elimina a pobreza. “O crescimento econômico pode gerar desequilíbrio ecológico. Vai gerar desertificação. Vai forçar migração. Não é possivel continuar o crescimento de forma acelerada. É preciso comemorar o crescimento baixo, mas com mudança significativa no quadro social”.
Sobre as crises dos países ricos, o senador disse que são frutos do excesso da busca do empréstimo. “A ideia de que progresso é aumentar os bens e enriquecimento econômico é recente, mas virou uma religião e produz a inviabilização ecológica. É preciso mudar o conceito de Progresso ou o planeta não resistirá”, enfatizou.
Fonte: CNBB
Domingo, 1 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Municípios em Rondônia acatam recomendação do MPF para regularizar gestão de verbas do Fundeb
Após recomendações do Ministério Público Federal (MPF), quatro municípios de Rondônia tomaram medidas para garantir a adequação de contas bancárias

Inscrições abertas para curso superior com apoio da Prefeitura de Porto Velho
A Prefeitura de Porto Velho abriu as inscrições para o programa Faculdade da Prefeitura, que irá custear integralmente as mensalidades de acadêmicos s

UNIR tem inscrições abertas em cursos de Pós-Graduação
A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) está com quatro editais abertos para ingresso em Programas de Pós-Graduação (PPG) institucionais e interinst

Modalidade que vem crescendo significativamente em Rondônia nos últimos anos, o ensino profissionalizante, mantém o ritmo de avanços em 2026. Com o
Domingo, 1 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)