Porto Velho (RO) quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
×
Gente de Opinião

Educação

Criada comissão para aprimorar medidas na área médica


 

Mariana Tokarnia*
Agência Brasil

Brasília – O Programa Mais Médicos foi discutido ontem (16) em encontro que reuniu os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, da Saúde, Alexandre Padilha, e reitores e coordenadores de cursos de medicina e universidades federais. Durante a reunião foi criada uma comissão formada por 11 coordenadores de cursos de universidades das cinco regiões brasileiras. "A comissão vai aprimorar, recolher subsídios e avançar nas propostas em relação ao que o governo apresentou para a área de medicina", disse Mercadante.

Ela trabalhará em conjunto com os ministérios da Saúde e Educação e atuará no Congresso Nacional durante a tramitação da Medida Provisória (MP) 621/2013, conhecida como MP dos Médicos. A medida que institui o programa prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades, além da criação de mais vagas de graduação em medicina, de residência médica e de mais unidades de saúde.

O encontro também abordou as alterações no curso de medicina - que passará a ter a duração de oito anos, com dois anos de atuação obrigatória em urgência e emergência no Sistema Único de Saúde (SUS) - e a presença das universidades no acompanhamento dos médicos que farão parte do programa.

O Programa Mais Médicos, lançado na semana passada, tem como prioridade levar profissionais de saúde às periferias das grandes cidades, aos municípios do interior e àqueles mais distantes, principalmente do Norte e do Nordeste.

"Evidentemente que quando se faz um projeto dessa magnitude, muitos problemas estão sendo resolvidos. A postura [dos ministérios] tem sido de diálogo para ajustar esses pontos", disse após a reunião, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Camargo. Segundo ele, a UnB não tem infraestrutura para o prolongamento do curso e o assunto ainda será discutido por professores e alunos. "Ainda não temos uma posição firmada [sobre os dois anos adicionais]", disse. "Não temos estrutura, mas vamos começar a trabalhar nisso, ainda temos tempo, sete anos até que os alunos cheguem a esta etapa obrigatória", completou.

Também presente na reunião, o presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), Gilberto Gonçalves Garcia, disse que segundo ciclo, o prolongamento do curso em mais dois anos, demandará não apenas infraestrutura mas uma revisão de todo o curso de medicina. "O segundo ciclo é uma consequência de uma nova visão médica. Fazer a mudança significa mexer em toda a estrutura. Não vamos fazer um 'puxadinho curricular', é uma concepção de começo, meio e fim", disse Garcia. O CNE terá 180 dias para definir as novas diretrizes curriculares. Garcia explicou ainda que não serão definidas disciplinas, mas grandes eixos de competências e habilidades que o aluno egresso deverá ter.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu, em entrevista à imprensa, as críticas de entidades médicas sobre a prolongação do curso de medicina. Segundo elas, o chamado segundo ciclo são serviço social obrigatório. Padilha ressaltou que os dois anos a mais ocorrerão sob a supervisão da faculdade. "O segundo ciclo vai acontecer em torno da universidade em que o estudante vai se formar, com supervisão da faculdade. Não é tirar um médico de Porto Alegre e mandar para o interior da região amazônica", disse.

Sobre a atuação das universidades na orientação dos médicos que vão participar do programa, Padilha declarou que nenhum médico deve ficar sem supervisão e que as universidades devem se candidatar para orientá-los. O ministro ainda não tem uma estimativa de quantos médicos já se inscreveram nem quantas são as instituições que desejam participar do programa.

Mais Sobre Educação

“Nossas experiências irão nos alavancar por este novo mundo”, afirma formanda durante segunda noite de colação de grau da FIMCA

“Nossas experiências irão nos alavancar por este novo mundo”, afirma formanda durante segunda noite de colação de grau da FIMCA

Aconteceu na última sexta-feira (15) o segundo e último dia de colação de grau da Faculdade FIMCA, realizado na Vila Olímpica do campus. O momento foi

Campus Vilhena do IFRO oferta cursos gratuitos nas áreas  de espanhol, francês e italiano

Campus Vilhena do IFRO oferta cursos gratuitos nas áreas de espanhol, francês e italiano

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Vilhena, abre inscrições para os cursos de Formação Inicial e Conti

Senai oferece cursos gratuitos de  aprendizagem industrial na Capital

Senai oferece cursos gratuitos de aprendizagem industrial na Capital

Inscrições em cursos de aprendizagem industrial básica estão abertas e 70 vagas estão disponíveisEstudantes com idade mínima de 14 anos e cursando a p

Primeira noite de colação de grau da FIMCA é marcada por agradecimentos

Primeira noite de colação de grau da FIMCA é marcada por agradecimentos

Na última quinta-feira (14) a FIMCA teve a honra de realizar a colação de grau dos formandos dos cursos de Administração Agronomia, Biomedicina, CIênc