Porto Velho (RO) segunda-feira, 15 de julho de 2019
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Projeto de Estudante do Centro de Ciência e Tecnologia de Nova Mutum Paraná é selecionado parar exposição na Argentina

Gabriel dos Santos Mota foi credenciado em evento realizado em Fortaleza


Projeto de Estudante do Centro de Ciência e Tecnologia de Nova Mutum Paraná é selecionado parar exposição na Argentina - Gente de Opinião


O projeto científico do estudante do Ensino Médio, Gabriel dos Santos Mota, 18 anos, foi selecionado para exposição na MILSET AMLAT, feira de ciências que será realizada na Argentina (em Santa Rosa, La Pampa), de 2 a 6 de novembro de 2020. Gabriel criou um sensor de detecção de vazamento de gás GLP a baixo custo. Seu projeto foi um dos 10 selecionados pela MILSET Brasil, que aconteceu no mês de maio em Fortaleza, e reuniu 180 projetos de estudantes de todo o Brasil e de outros países da América Latina. MILSET é a sigla do Movimento Internacional para o Recreio Científico e Técnico, uma organização não-governamental e sem fins lucrativos presente em mais de 60 países que incentiva o desenvolvimento científico e cultural entre jovens. A MILSET AMLAT reunirá os países afiliados da América Latina.

No evento de Fortaleza, Gabriel ficou em terceiro lugar na categoria Engenharias, que tinha 20 projetos concorrentes - além de Gabriel, concorreram alunos de sete Estados (Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Pará e Rio Grande do Sul) e de mais três países (México, Paraguai e Chile). Aluno do 3º ano do Ensino Médio, no Colégio Tiradentes da Polícia Militar II, em Jaci Paraná, e também estudante do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT) de Nova Mutum Paraná, criou um sensor que dispara alarme a partir da detecção de vazamento de gás GLP, com alcance do som de até 12 metros e duração de 10 segundos, acende uma lâmpada LED vermelha e aciona uma válvula para travar o botijão de gás. Além de GLP, o equipamento também detecta a presença de outros gases, como propano, metano e hidrogênio.

Para participar da feira em Fortaleza, o aluno adicionou uma novidade ao projeto: no caso de vazamento de gás, o sensor envia uma mensagem pela Internet para o dono da casa, informando o problema em tempo real. “No meu projeto consigo fazer o equipamento a um custo de R$ 80, o que facilita a oferta de um produto final mais barato daqueles existentes hoje no mercado”, afirma. O preço de sensores de detecção de vazamento de gás pode chegar a uma média de R$ 1.200, segundo pesquisa feita pelo próprio Gabriel.

O estudante diz que sempre quis participar de uma feira de ciência, mas ganhou a motivação que faltava quando passou a estudar no CCT. Gabriel sonha em fazer curso técnico de Mecatrônica e depois curso superior na mesma área. Sua Orientadora e Coordenadora Pedagógica do CCT, Professora Ailnete Nascimento, elogia o trabalho de Gabriel. “O projeto evita acidentes domésticos e explosões de grandes proporções a um baixo custo. Gabriel é um menino muito inteligente, curioso, inquieto e vai atrás das coisas”, reconhece Ailnete.


CONHEÇA MAIS SOBRE O CENTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, investiu cerca de R$ 2 milhões subsidiados com recurso do subcrédito social do BNDES na implantação do CCT por liberalidade da Empresa, visando o desenvolvimento social da região. A inauguração do Centro em Nova Mutum Paraná foi realizada em 6 de novembro de 2018 por meio de um convênio com o Governo do Estado de Rondônia e funciona sob a coordenação pedagógica do Colégio Tiradentes da Polícia Militar II, escola que apresentou em 2017 o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Estado.

O objetivo do CCT é beneficiar os jovens da região do entorno da UHE Jirau, criando um modelo educacional inédito e de excelência em Rondônia. Está instalado num prédio de 1.800 m² e conta com laboratórios de IoT (Internet das Coisas), robótica, informática, alimentos, biblioteca, sala de estudos, internet banda larga de alta velocidade e infraestrutura necessária para os estudantes. O Centro atua no contraturno do ensino convencional com o desenvolvimento de projetos de iniciação científica e de inovação tecnológica em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO). Além disso, tem apoio financeiro da ESBR por meio do convênio firmado, inicialmente para cinco anos, com o objetivo de viabilizar os projetos dos estudantes, bem como sua exposição em eventos científicos dentro e fora do país. Outra contribuição da UHE Jirau é a transferência de conhecimento técnico aos jovens, que será proporcionado de forma voluntária por especialistas de diversas áreas da UHE Jirau.

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