Sexta-feira, 20 de março de 2026 - 10h10

A Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), em conjunto
com a FAPERON, a APROSOJA, a APRON e o CREA, encaminhou ao governador Marcos
Rocha uma carta solicitando a redução temporária do valor do ICMS incidente
sobre o óleo diesel, de R$ 1,17 para R$ 0,58, bem como zerar o ICMS sobre a importação
do produto pelo período de 90 dias, prorrogáveis conforme a evolução do
conflito no Oriente Médio. As entidades aguardam um posicionamento do governo
estadual com uma sinalização positiva para o pleito.
A escalada das tensões geopolíticas na região tem provocado a alta dos
preços do barril de petróleo no mercado internacional, com reflexos diretos nos
postos de combustível brasileiros. Para o setor produtivo de Rondônia, o
momento é particularmente delicado, pois os produtores rurais já convivem com
inadimplência elevada, crédito restrito, juros altos e margens de rentabilidade
cada vez menores, especialmente nas cadeias ligadas às commodities agrícolas.
De acordo com a entidades, o diesel ocupa papel central nesse cenário,
já que trata- se do combustível que abastece tratores, colhedeiras e caminhões
usados no transporte de grãos, insumos e produtos até os portos e centros
consumidores. Em um estado como Rondônia, onde as distâncias são longas e o
transporte rodoviário responde pela maior parte do escoamento da produção,
qualquer variação no preço do combustível se traduz diretamente nos custos de
produção e, consequentemente, no preço final dos alimentos.
O presidente da FIERO, Marcelo Thomé, destacou a confiança das entidades
na postura do chefe do executivo estadual. “Contamos com o bom senso e a
sensibilidade do governador Marcos Rocha para encontrar uma solução que proteja
a economia de Rondônia neste momento tão adverso. A medida que propomos é
temporária, mas pode fazer diferença real na vida de produtores,
transportadores e consumidores”, afirmou Thomé.
A carta aponta que o Brasil já adotou instrumentos semelhantes em crises
anteriores, com a suspensão de tributos federais e ajustes nos valores do ICMS,
e que tais iniciativas se mostraram eficazes para conter pressões
inflacionárias. As entidades também defendem a ampliação do percentual de
biodiesel na mistura do diesel, de 15% para 17%, como medida estrutural para
reduzir a dependência do país em relação ao mercado externo.
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