Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 - 08h50

A partir de fevereiro de 2026 passam a valer os novos
valores do Documento de Arrecadação do Simples Nacional do Microempreendedor
Individual (DAS-MEI), referentes ao pagamento do mês de janeiro, e o reajuste
atinge todos os microempreendedores individuais, exigindo mais atenção ao
planejamento financeiro. Com a mudança,
o valor mensal fica em R$ 82,05 para quem atua no Comércio e na Indústria, R$
86,05 para Serviços e R$ 87,05 para Comércio e Serviços. No caso do MEI
Caminhoneiro, os valores são mais altos e variam entre R$ 195,52 e R$ 200,52,
conforme o tipo de produto transportado e o local de destino. Técnicos alertam
que o aumento torna ainda mais importante organizar as contas para evitar
atrasos, multas e desequilíbrios no orçamento, recomendando revisão de custos
operacionais e, quando necessário, reavaliação dos preços finais de produtos e
serviços. Especialistas, porém, ponderam que repassar custos para o consumidor
deve ser feito com cautela, já que aumentos podem afetar as vendas; por isso, a
orientação é também realizar pesquisa de mercado e observar os valores
praticados pela concorrência antes de qualquer ajuste. Outro ponto de atenção
são os prazos: o DAS-MEI é mensal, e o atraso pode gerar juros e multas, além
de comprometer o acesso a benefícios previdenciários; buscar orientação com
instituições de apoio ao empreendedor ou profissionais da área é indicado para
reduzir impactos e melhorar a organização financeira. O DAS-MEI é composto por valores fixos que
incluem a contribuição ao INSS, equivalente a 5% do salário-mínimo vigente,
além de R$ 5 de ISS para prestadores de serviços e R$ 1 de ICMS para quem atua
no comércio, na indústria ou no transporte intermunicipal e interestadual. Já
para o MEI Caminhoneiro, a principal diferença está na contribuição
previdenciária, que é de 12% do salário-mínimo, o que explica o valor mais
elevado da guia. Dúvidas, procure o Simpi!
Assista: https://youtu.be/4D5s6Ffv3g4
Atenção:
multas por atraso nas declarações do Simples Nacional passam a ser automáticas
em 2026
A Receita Federal tem orientado e alertando empresários das
micro e pequenas empresas, especialmente os optantes do Simples Nacional, sobre
alterações previstas para 2026 quanto à aplicação de multa relacionada ao
atraso na entrega das declarações mensais e da declaração anual referentes ao
faturamento. A declaração mensal sobre o faturamento deve ser entregue até o
dia 20 do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador. A declaração anual
deve ser apresentada até o dia 31 de março do ano seguinte ao exercício do
faturamento, o que estabelece como prazo final o dia 31 de março de 2026 para
as informações referentes ao ano-base anterior. De acordo com a análise de
Marcos Tavares, advogado, em 2026 as multas passarão a ser aplicadas de forma
automática após o atraso na entrega das declarações. Em 2025, existia um
período de tolerância de até quatro meses, que deixará de ser adotado. Com o
descumprimento do prazo, a empresa passa a constar como irregular e fica
sujeita à penalidade. O advogado aponta que as empresas devem manter as
declarações em dia e acompanhar eventuais pendências, divergências ou atrasos
por meio do e-CAC da Receita Federal e do portal do Simples Nacional. Esse
acompanhamento permite a verificação da situação fiscal e o controle das
obrigações acessórias. A regularidade das declarações contribui para evitar
contratempos, autuações e o risco de desenquadramento do Simples Nacional, além
da possibilidade de cobrança de valores retroativos.
Assista: https://youtu.be/Ib4Tk0KLwI4
Desemprego
fecha 2025 em 5,4%, mas queda na atividade e redução na busca por emprego
acendem alerta, aponta análise
O ano de 2025 foi encerrado com taxa de desemprego em torno
de 5,4% no Brasil, segundo dados disponíveis. A redução do desemprego e o
aumento do salário real indicam, em princípio, um cenário de melhora nos
indicadores do mercado de trabalho. No entanto, informações relacionadas aos
setores industrial, comercial e de serviços apontam queda no nível de atividade
na indústria e no comércio e estabilização no setor de serviços.
De acordo com Otto Nogami, economista, essa divergência
entre os indicadores do mercado de trabalho e os dados setoriais está
relacionada à forma como o desemprego é medido. A metodologia considera como
desempregado o indivíduo que não está trabalhando e que declarou ter procurado
emprego nos últimos 30 dias. Quando a pessoa não busca uma vaga nesse período,
ela deixa de ser contabilizada como desempregada e passa a ser considerada fora
da força de trabalho.Há indícios de redução no número de pessoas interessadas
em buscar emprego formal, com aumento da opção por atividades autônomas ou
temporárias. Esse movimento afeta a composição das estatísticas e interfere na
interpretação dos dados sobre desemprego. Otto aponta que a diminuição da
procura por emprego pode gerar impactos sobre o setor produtivo, especialmente
em um contexto de crescimento econômico, ainda que moderado. A menor disponibilidade
de mão de obra tende a criar dificuldades para atender à demanda por
trabalhadores, com reflexos sobre produtividade e competitividade. Para o
economista, esse é um fator que deve ser considerado na análise dos dados do
mercado de trabalho.
Assista: https://youtu.be/Q40S0B0_kew
Ano
eleitoral deve ampliar volatilidade dos mercados, com atenção à trajetória de
juros, inflação e cenário fiscal
O ano de 2026 ocorre em contexto eleitoral, o que tende a
influenciar o comportamento dos mercados e o ambiente econômico. Há expectativa
de maior oscilação na bolsa de valores ao longo do período, acompanhando o
ritmo da campanha e dos debates públicos. Esse cenário dificulta previsões e
planejamentos de médio e longo prazo. De acordo com a análise de Hudson Bessa,
professor da FGV, a inflação apresenta trajetória de desaceleração gradual em
direção à meta, enquanto a taxa de juros tende a recuar de forma progressiva.
Esses movimentos afetam o ambiente de negócios e as condições de crédito ao
longo do ano. O contexto fiscal deve ganhar relevância em razão do aumento de
gastos públicos característico de anos eleitorais. Esse movimento tende a gerar
necessidade de ajustes posteriores, com impacto mais concentrado a partir de
2027. Hudson Bessa também observa que o desempenho recente do setor externo
mostrou capacidade de adaptação diante das restrições comerciais enfrentadas
anteriormente. Parte das exportações foi redirecionada para outros mercados, o
que contribuiu para acomodar perdas e influenciar o comportamento do câmbio. Na
avaliação do professor, o cenário econômico combina fatores como variação nos
mercados financeiros, trajetória de inflação e juros, resultado do balanço de
pagamentos e atenção à política fiscal, elementos que devem ser acompanhados ao
longo do período analisado.
Assista: https://youtu.be/bpdpuGtkW8E
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