Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 - 07h50

Se você é MEI, Micro ou Pequeno empreendedor e foi
excluído do MEI/Simei ou do Simples, e um dos motivos é estar com débito
inscrito na Dívida Ativa da União, atenção: você tem até 30 de janeiro para
renegociar e tentar destravar a regularização com condições especiais. A
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o prazo do edital de
transação, que permite negociar com descontos que podem chegar a 70%
(dependendo do caso) e, em algumas modalidades, os abatimentos podem alcançar
100% em juros, multas e encargos legais. Ou seja: dá pra reduzir bastante o
tamanho do problema, mas o relógio está correndo. O impacto de ficar fora do
sistema é pesado. Muita gente só percebe quando já está na dor: ao ser excluído
do MEI, o empreendedor pode ser desenquadrado e passar a operar como ME, o que
muda a estrutura de obrigações e pode elevar os custos mensais de um patamar de
cerca de R$ 86 para valores acima de R$ 3 mil, dependendo do enquadramento e da
rotina fiscal/contábil. É aquela diferença que transforma um “vou ajeitar
depois” em “por que eu não vi isso antes?”. E tem mais um alerta importante: em
janeiro, rolou uma leva enorme de exclusões do Simples, estão falando em mais
de 900 mil MEIs atingidos. O pior é que
a notificação costuma aparecer no DTE (Domicílio Tributário Eletrônico), e
muita gente nem sabe onde esse troço fica — quando descobre, já tá perto do
limite. A transação da PGFN tem modalidades diferentes justamente para encaixar
situações distintas: há opção por capacidade de pagamento, pequeno valor,
débitos difíceis de recuperar e até dívidas garantidas por seguro/carta fiança.
Traduzindo: não é “uma negociação genérica”, é um cardápio de possibilidades —
e o caminho certo depende de como está a sua empresa hoje. Se você não sabe por
onde começar, o SIMPI sabe. Pergunta lá. A orientação é gratuita, e dá tempo de
te direcionar e resolver o que for possível até 30/01.
Assista: https://youtu.be/49efz3xIPQQ
Prazo apertado lI: prazo para
aderir ao Simples Nacional termina em 31 de janeiro
Empreendedores que desejam aderir ou regressar ao
Simples Nacional têm até sábado (31) para fazer o pedido. O prazo vale tanto
para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram
excluídas e querem reingressar. Regime que permite o pagamento de tributos de
forma simplificada, o Simples é destinado a microempreendedores individuais
(MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Para optar pelo regime, a empresa precisa
ter Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrição municipal e, quando
exigível, inscrição estadual. O pedido é feito exclusivamente pela internet, no
Portal do Simples Nacional , com acesso
por certificado digital ou código de acesso. Após o pedido, o sistema faz uma
verificação automática de pendências com a Receita Federal, os estados e os
municípios. Se não houver irregularidades, a opção é aprovada. Caso existam
débitos ou inconsistências, o pedido fica “em análise” até a regularização. O
acompanhamento pode ser feito no próprio portal. O resultado dos pedidos está
previsto para a segunda quinzena de fevereiro. Empresas que já estão no Simples
e não foram excluídas permanecem automaticamente no regime, sem necessidade de
novo pedido. Entre os principais motivos de exclusão estão débitos tributários,
excesso de faturamento, falta de documentos, parcelamentos pendentes e o
exercício de atividades não permitidas.
Indicadores de 2025 e projeções para 2026
Com o fim do ano de 2025, o período é marcado pela
divulgação gradual dos principais indicadores econômicos, o que significa que parte
dos dados ainda se encontra em consolidação. Até o momento, as informações
disponíveis abrangem, em sua maioria, o intervalo até o mês de novembro.
Os resultados parciais apontam comportamentos
distintos entre os setores da economia. De acordo com a Pesquisa Mensal da
Indústria, a produção física industrial acumulou crescimento de 0,6% entre
janeiro e novembro de 2025. No mesmo período, o comércio registrou retração de
0,3%, enquanto o setor de serviços apresentou crescimento de 2,7%. Para a
agropecuária, as projeções para o ano de 2026 indicam redução do volume
produzido em comparação com a safra anterior. A análise conjunta desses
indicadores permite a formulação de projeções para o desempenho da atividade
econômica em 2026, especialmente em relação ao Produto Interno Bruto. Segundo o
relatório Focus, a estimativa de crescimento do PIB para 2026 é de 1,8%,
percentual inferior às projeções atribuídas ao desempenho de 2025. Entre os
fatores considerados nessas projeções está a expectativa de redução da produção
agrícola após uma safra anterior de maior volume. Também é citado o
comportamento do setor de serviços, cuja expansão ocorreu no período posterior
à pandemia e que, segundo projeções, tende à desaceleração. O nível de
investimentos é outro elemento mencionado, com registros de valores inferiores
aos observados em períodos anteriores, o que afeta a capacidade produtiva.O
cenário inclui ainda a presença de incerteza fiscal em função do contexto
eleitoral previsto para 2026, período em que há registro histórico de ampliação
dos gastos públicos. Soma-se a esse quadro o nível de endividamento e
inadimplência das famílias, fator que interfere diretamente no consumo e, por
consequência, nos setores de comércio e serviços. O aumento de gastos públicos
em períodos eleitorais pode gerar estímulos à atividade econômica; contudo,
existem fatores que condicionam esse efeito. Um deles é a expectativa de
manutenção da taxa de juros em patamar elevado ao longo de 2026. Outro é a
limitação da capacidade produtiva, relacionada ao nível de investimentos.
Diante de uma demanda em crescimento e restrições na oferta, ocorre pressão
sobre os preços, o que contribui para a permanência da taxa de juros em níveis
elevados por período prolongado.
Assista: https://youtu.be/ijjn2lRFe6c
Análise de cenário internacional e os efeitos sobre o crédito no Brasil
O debate econômico atual inclui temas relacionados
às pequenas, médias e microempresas, com destaque para acontecimentos no
cenário internacional. Entre esses temas está a divergência pública entre o
então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Federal
Reserve, Jerome Powell, relacionada à condução da política monetária
norte-americana. Segundo o professor do Insper, Roberto Dumas, a discordância
envolve a tentativa de pressionar pela redução da taxa básica de juros, com
referência a uma queda do intervalo de aproximadamente 3,5%–3,25% para 1%. A
discussão inclui a hipótese de perda de independência do banco central, cenário
no qual a credibilidade da autoridade monetária tende a ser afetada. O
professor aborda o conceito de expectativas racionais, segundo o qual agentes
econômicos ajustam seu comportamento com base na confiança nas metas
anunciadas. Caso haja percepção de divergência entre a inflação projetada e a
inflação observada, os agentes tendem a incorporar margens adicionais nos
reajustes de preços. Esse comportamento resulta em efeitos sobre o nível de
atividade econômica e sobre a inflação. A independência do banco central é
apresentada como um fator relevante para a condução da política monetária.
Embora o episódio citado envolva os Estados Unidos, os efeitos são descritos
como indiretos sobre a economia brasileira. A curva de juros norte-americana
influencia a precificação de ativos no Brasil, incluindo títulos corporativos e
o custo do crédito praticado pelas instituições financeiras. O Federal Reserve
é citado como uma referência para os mercados financeiros internacionais.
Alterações na sua atuação institucional afetam parâmetros utilizados na
formação de expectativas e na definição de preços em diversos mercados,
inclusive no brasileiro.
Assista: https://youtu.be/icN3IpMuYEk
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