Sexta-feira, 17 de junho de 2022 - 16h17

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (17)
reajustes de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel. Os novos
valores passam a vigorar a partir deste sábado (18).
A empresa informou que o preço médio de venda de
gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. O
último ajuste ocorreu em 11 de março, há 99 dias.
Para o diesel, o reajuste ocorre 39 dias depois do
aumento anterior. O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras
passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. O último ajuste ocorreu no dia 10 de
maio.
O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás
de cozinha, não sofreu reajuste. Em nota para divulgar os aumentos, a Petrobras
afirmou que tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas
sem repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações
internacionais e da taxa de câmbio.
"Esse posicionamento permitiu à Petrobras
manter preços de GLP estáveis por até 152 dias; de diesel por até 84 dias; e de
gasolina por até 99 dias. Esta prática não é comum a outros fornecedores que
atuam no mercado brasileiro que ajustam seus preços com maior frequência,
tampouco as maiores empresas internacionais que ajustam seus preços até
diariamente".
Repercussão
Já pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro fez duras
críticas à Petrobras pelo novo reajuste.
"O Governo Federal como acionista é contra
qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em
plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das
Estatais", postou o presidente.
Em seguida, ele citou a possibilidade de uma greve
de caminhoneiros, em decorrência do preço dos combustíveis.
"A Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos.
Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve
dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do
Brasil e a vida do nosso povo".
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira,
também criticou o reajuste anunciado nesta sexta-feira e pediu a renúncia mediata
do presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho.
"O presidente da Petrobras tem que renunciar
imediatamente", tuitou Lira. "Ele só representa a si mesmo e o que
faz deixará um legado e destruição para a empresa, para o país e para o povo.
Saia!!!"
Na última quarta-feira (15), a Câmara dos Deputados
concluiu a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a
aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS) sobre combustíveis, fixando-a no patamar máximo de 17% a 18%, abaixo dos
valores atuais aplicados pelos estados.
A medida tem o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis
para o consumidor, mas os aumentos da Petrobras podem anular os efeitos dessa
desoneração. O texto aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.
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