Quarta-feira, 26 de abril de 2023 - 11h45

O cooperativismo é uma forma de
organização que tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico e social
das comunidades, através da união de pessoas em prol de interesses comuns. E é
isso que Salatiel Rodrigues, presidente do Sistema OCB Rondônia e da
Organização das Cooperativas do Brasil no Estado de Rondônia, destaca em sua entrevista
ao SIMPI. Segundo Rodrigues, as cooperativas em Rondônia estão presentes em
praticamente todos os municípios e distritos do estado, movimentando a economia
e gerando empregos, mas o mais importante é o impacto social que elas geram.
Ele cita como exemplo o Sicoob Cresol em Vilhena, onde os cooperados se uniram
para construir um hospital, mostrando que as cooperativas não se preocupam
apenas com o lucro, mas também com a comunidade. O hospital, que está em fase
final de construção, teve uma demanda judicial, pois o
prefeito municipal com argumento que o hospital é privado
e iria atender só os cooperados reivindicou o atendimento a
toda população. Reclamou de algo que já seria feito, pois, quando
pronto, irá atender todas as camadas sociais da região, inclusive através do
SUS, mas falou acertadamente que o hospital foi construído em sua totalidade
pelo dinheiro do cooperado. Essa é uma das diversas ações sociais realizadas
pelas cooperativas em todo o estado de Rondônia. Rodrigues convida as pessoas a
se associarem a uma cooperativa e destaca a importância de parcerias com
entidades como o Sebrae, Feempi, Facer, Fcdl, Fiero, Faperon, e Fecomércio, que
colaboram com os projetos cooperativistas. O cooperativismo é uma forma de
construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos têm voz e
participação ativa no desenvolvimento econômico e social.
Assistir:https://youtu.be/uhCzrQ3oN28
Alivio! Pronampe passa de 4
para 6 anos para pagar
As micro e pequenas empresas ganharam
mais dois anos para pagar os empréstimos do Programa Nacional de Apoio às
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Foi
sancionada a Lei 14.554/2023, que
amplia de quatro para seis anos o prazo de pagamento dos empréstimos do
programa, criado para ajudar negócios de menor porte afetados pela pandemia de
covid-19. A lei também criou uma carência mínima de 12 meses. Com a medida, a
micro ou pequena empresa tem um ano para pagar a primeira parcela do
empréstimo. Os juros máximos foram mantidos em 6% mais a taxa Selic
(juros básicos da economia). A lei permite que os contratos assinados a partir
de 2021 poderão ser renegociados pelas novas regras, mas o processo deverá
seguir condições estabelecidas pelo governo federal. Criado em 2020 como medida
de socorro durante a pandemia, o Pronampe permite que micro e pequenas empresas
peguem empréstimos de até 30% do faturamento anual. Os recursos podem ser
usados em compra de equipamentos e mercadorias, reformas e despesas
operacionais. O programa proíbe o uso da linha de crédito para distribuição de
lucros.
Boas mudanças na Receita Federal e o
Simpi será parceiro
Para os próximos meses, a Receita
Federal deverá passar por algumas mudanças administrativas. Em entrevista ao
programa “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”, a Superintendente da Receita
Federal de São Paulo da 8ª Região, Márcia Cecília Meng, disse que objetivo é
deixar o sistema mais orientativo. “Isso deve contribuir para que os pequenos e
médios contribuintes consigam ficar cada vez mais conformes, porque esse é o
tipo de contribuinte que sempre tem a intensão de estar regular”. O grande
desafio é deixar claro sobre o que é necessário o contribuinte fazer e o que a
Receita precisa. Na prática, as mudanças virão para facilitar o cotidiano da
população, como: modificação no site com maior prestação de dados e
informações; digitalizar cada vez mais os serviços e capilar atendimento
presencial. Além disso, a RF disse estar em busca de parcerias com órgãos, para
colocar no mapa de São Paulo pontos de atendimento virtual, inclusive com o
Simpi. Assista: https://youtu.be/66vVumEe3Do
Alterações no Carf e as pequenas
empresas serão prejudicadas
A Medida Provisória 1.160/23 trouxe
alterações em relação aos processos administrativos fiscais, perante ao Carf
(Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). Em um dos artigos, ela retoma o
voto de qualidade e, na prática, os conselheiros da Fazenda Nacional
(presidentes de turmas e câmaras no Carf) poderão desempatar votações da União.
Além disso, o documento estabelece que o órgão julgue alguns recursos. No
entanto, ficou restrito aqueles considerados de baixa complexidade (que não
supere mil salários -mínimos). Com isso, os processos que se enquadrem nestes
casos serão julgados em última instância por um órgão colegiado da Delegacia da
Receita Federal de Julgamento (DRJ) e o contribuinte não poderá recorrer ao
Carf. O advogado Marcos Tavares Leite avalia de maneira negativa essas
mudanças. “Prejudica diretamente os empresários e contribuintes da micro e
pequena empresa, pois são esses os mais atingidos, (...) e não terão direito a
um julgamento igual as empresas de médio e grande porte. O SIMPI, nesse sentido,
tem trabalhado para sensibilizar e mostrar a importância de um processo
administrativo sério. Isso vai assegurar o direito de defesa.”
Assista: https://youtu.be/5gCxmSVZAvY
MEI cuidado com o mais novo golpe na
praça
Os microempreendedores individuais
(MEIs) têm sido vítimas de golpes cada vez mais frequentes, e o Simpi emite
regularmente alertas acerca dos novos golpes do mercado, e a cada dia inventam
uma nova formar de tungar os novos empresários. Já são conhecidos o famoso
golpe do aplicativo, o da associação das entidades de classe, do registro de
marcas e do título em protesto, e agora o golpe do “GOOGLE”. O
esquema funciona da seguinte forma: estelionatários enviam boletos falsos por
e-mail ou WhatsApp para novos e recém criados empresários
do segmento MEIs, informando haver benefício de cadastramento em buscas online.
Iniciam o golpe informado do benefício com o título “Importante: Cadastramento
Nacional” com boleto já em anexo com valores que vão desde R$ 97,50 a
R$304.30. O texto alega que o CNPJ da vítima está ativo e o próximo
passo é cadastrar a microempresa em buscas online. Desse modo, a mensagem
chama a atenção dos microempreendedores, que acreditam poder aumentar a carteira
de clientes ao contratar o serviço pelos golpistas. Na verdade, os criminosos
exploraram a inexperiência dos recém chegados ao mercado microempreendedores
individuais acerca dos procedimentos que auxiliam em várias etapas de seu
negócio. Mas ao menos avisados fica a dica: o único pagamento obrigatório
a ser feito pelo microempreendedor é o do DAS MEI, emitido todo dia 20, para
arrecadação de tributos.
Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Contrata+Brasil abre mercado para 13 mil MEIs em escolas públicas de Rondônia
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Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)