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Soja: semeadura começa em Rondônia e Programa Soja Livre tem primeiras ações definidas


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Kadijah Suleiman
Embrapa-RO

Em Rondônia, já começou a semeadura de soja da safra 2011/2012. No município de Vilhena, localizado no Sul do estado e maior produtor local de soja, mais de 60% da área já foi semeada. De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente Godinho, em algumas propriedades já é possível encontrar a soja em fase de florescimento. "Em outros municípios do Cone Sul do estado, a semeadura está em fase inicial, aguardando a regularização das chuvas", explica. Segundo ele, a previsão de área semeada para esta safra em Rondônia é de aproximadamente 145 mil hectares, 10% a mais que na safra anterior, quando foram cultivados 132 mil hectares, com uma produção de 420 mil toneladas de grãos.
 

Programa Soja Livre

Quase toda a área cultivada em Rondônia utiliza cultivares convencionais de soja. O pesquisador da Embrapa Soja, Rodrigo Brogin, que atua no campo experimental da Embrapa Rondônia em Vilhena, explica que, por esta razão, uma iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) e Associação dos Produtores de Soja de Rondônia (Aprosoja), está trazendo o Programa Soja Livre para o Estado.

O primeiro passo foi dado numa reunião realizada em setembro, em Vilhena. "Através do Programa, o cultivo da soja convencional, ou não geneticamente modificada (Não-GM), deve ser incentivado ainda mais no Estado, com o estabelecimento de parcerias para ampliar a oferta das cultivares convencionais e estimular a produção de grãos para atender ao mercado de soja Não-GM", diz Rodrigo.

Os grupos Boa Safra e AMaggi já confirmaram a parceria no Programa e, nesta safra, já estão definidas quatro Unidades Demonstrativas de soja nos municípios de Vilhena, Cerejeiras, Ariquemes e Porto Velho, com o objetivo de apresentar aos produtores 16 cultivares convencionais, semeadas em duas épocas. A semeadura da primeira época está prevista para começar ainda em outubro.
 

Soja Livre em RO

A vinda do Programa Soja Livre para Rondônia, além de apresentar novas tecnologias da Embrapa e ampliar a oferta de cultivares convencionais de alta qualidade, amplia a discussão sobre a recuperação de áreas degradadas no estado, especialmente pastagens, incorporando-as ao processo produtivo.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia, Samuel Oliveira, o alinhamento do Programa a sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) favorece, inclusive, a produção sustentável, com ênfase na preservação de nascentes, margens de rios, encostas e topos de montanhas. A iLPF busca alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área. Isso recupera o solo, incrementa a renda e gera empregos.

Outro ponto positivo da cultura da soja é a fixação biológica do nitrogênio existente no ar e a transformação dele em matéria orgânica para a cultura, permitindo a redução do custo de produção e melhoria da fertilidade do solo. "Com isso, reduz-se a emissão dos gases de efeito estufa e, consequentemente, o aquecimento global, o que também está de acordo com o Programa Agricultura de Baixo Carbono [ABC] do Governo Federal, que oferece incentivos e recursos para os produtores rurais adotarem técnicas agrícolas sustentáveis", complementa Samuel.


Escoamento

O escoamento da soja produzida em Rondônia, para exportação, ocorre através do porto graneleiro do Rio Madeira - com destino aos portos de Itacoatiara (AM) ou Santarém (PA) - por onde só são transportados os grãos convencionais que seguem para os mercados europeu e asiático, que preferem a soja não geneticamente modificada.

 

Origem do Programa Soja Livre

Na safra 2010/2011, a Embrapa, a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange) lançaram o Programa Soja Livre, visando à construção de parcerias para ampliar a oferta de cultivares convencionais de soja para o estado de Mato Grosso e estimular a produção de grãos para atender ao mercado de soja não geneticamente modificada. O Programa surgiu com o apoio da Aprosmat e da Fundação Rio Verde, patrocínio da Fundação Triângulo, Fundação Cerrados, Fundação Bahia e CTPA, e dos grupos AMaggi, Caramuru e Imcopa

 

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