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Economia - Nacional

Setor agrícola é o maior gerador de empregos em junho, segundo Caged



Amanda Cieglinski
Agência Brasil

Brasília - O setor agrícola registrou a maior geração de empregos em junho de 2008 segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (17) pelo Ministério do Trabalho.

O setor foi responsável pela criação de 92.580 dos 309.442 postos de trabalho registrados no período, número recorde para todos os meses desde a série histórica que começou em 2003.

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o bom desempenho do setor se deve a fatores sazonais. “O período da safra começa a acontecer a partir desse mês. Além disso, há o investimento em tecnologia de ponta que faz com que a produção melhore. Outro fator é a exportação, o Brasil está exportando muito batendo todos os recordes e isso ajuda com que o empresário invista mais e queira mais trabalhadores”, analisou.

O recorde do setor agrícola é 15,22% superior ao registrado anteriormente em junho de 2005. Em comparação à maio, o crescimento foi de 5,67%. Segundo Lupi, o cultivo de café, especialmente em Minas Gerais, foi o responsável pela elevação. O estado foi responsável por 38.869 dos 40.067 empregos gerados pela atividade cafeeira. Outro destaque é a produção de uva, cujos maiores índices de criação de postos de trabalho foram verificados em Pernambuco e na Bahia.

Não só a agricultura, mas todos as áreas de atividade econômica apresentaram aumento em junho. Impulsionado pelo período de férias, o setor de serviços foi responsável pela segunda maior geração de postos de trabalho, com 73.436 empregos.

“Estamos crescendo em todos os setores e isso é muito bom porque você não tem uma bolha de crescimento, você não tem só a construção civil ou a indústria de transformação, mas todos crescendo bem, de forma homogênea em todo o Brasil”, defendeu Lupi.

O ministro afirmou que o crescimento só não é maior porque em alguns setores, como a construção civil e a engenharia, faltam profissionais qualificados. “Nós ainda temos uma massa muito grande de brasileiros precisando de emprego e o grande desafios é qualificá-los. O índice de desemprego está abaixo de 8%, o mais baixo da história, mas comparando com a população brasileiro ainda é muito grande, representa de 5 a 6 milhões”, apontou.

Lupi subiu a previsão de geração de empregos para 2008 de 1,8 milhão para 2 milhões. No acumulado do ano, o Caged soma 1.361.388 empregos criados. O ministro não acredita que a inflação ou a alta dos juros possam atrapalhar o crescimento.

“Em primeiro lugar, o aumento dos juros não deve ser muito grande. O investimento continua muito forte, especialmente os internacionais. O que existe de inflação não é só no Brasil, é no mundo todo. A vantagem é que o Brasil é auto-suficiente em petróleo e um dos maiores produtores agrícolas do mundo”, avaliou.

No comparativo regional, a região Sudeste mais uma vez apresenta os maiores índices de geração de emprego. Foram registrados 194.732 postos de trabalho, o que representa um crescimento de 1,16% em relação a maio. O destaque ficou por conta do Nordeste, que aparece em segundo lugar no período, com 39.972 empregos criados.

 

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