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Economia - Nacional

Redução da taxa de juros não estanca a crise, afirma Moreira Mendes



A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros não vai diminuir os impactos negativos da crise econômica no Brasil. Foi o que disse o deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO), na tarde desta quarta-feira, logo após tomar conhecimento da medida adotada pelo Banco Central. Para ele, “o governo não utilizou o remédio certo, na dose certa nem na hora certa”, por isso a situação tende a se agravar. “Agora é tarde. Essa redução de juros tinha de ter sido feita há muito mais tempo. Nós devíamos estar a uma taxa de no máximo seis por cento”, criticou.

Moreira Mendes se diz preocupado com a situação econômica do país, especialmente agora que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em seu levantamento mais recente, apontou uma queda de 3,6% no crescimento da economia no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2008.

Ainda de acordo com o deputado, os próprios técnicos do governo já afirmam que o país está em recessão e que o crescimento da economia este ano vai ser próximo de zero. Até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que antes apostava num crescimento em torno de 4%, também já está revendo seus cálculos, reconhecendo que o PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todas as riquezas do país, não deve ultrapassar a casa de 1%. “O que eu lamento é que o governo não tenha percebido a gravidade da situação desde o início. Isso é um desastre para a nossa economia, principalmente para os municípios, porque tudo é um movimento em cadeia, é uma engrenagem só. E, lá na ponta, quem vai sentir os piores efeitos da crise são os municípios”, avalia.

Por outro lado, o deputado Moreira Mendes comemora o fato de o agronegócio continuar sendo a alavanca da economia brasileira, como o setor que menos sofreu com a crise até agora, conforme constatou o IBGE. “Quem toda vida segurou esse país foi o agronegócio, foram as mãos calejadas dos trabalhadores do campo, eles é que alimentam esse país. Mas onde estão as mãos do governo para prestigiar a agricultura e a pecuária?”, questionou o parlamentar.

Mesmo comemorando o desempenho do agronegócio, Moreira admite que o setor sofre com a falta de crédito e com vários outros problemas, o que pode comprometer os seus resultados. “O reflexo ainda parece muito pequeno porque a agricultura é muito forte. Mas do jeito que vai indo, e com essa ausência do governo em ajudar o setor produtivo, o reflexo negativo vai aparecer ainda em meados deste ano, porque vai haver seguramente uma queda na produção de alimentos no país”, concluiu.

Fonte: Claudivan Santiago

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