Porto Velho (RO) quarta-feira, 3 de junho de 2020
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Economia - Nacional

Real lucra R$ 2,048 bi em 2006


Aguinaldo Novo, Agência O Globo SÃO PAULO - Beneficiado pela forte expansão das operações de crédito, o Banco Real registrou lucro líquido de R$ 2,048 bilhões em 2006, com um crescimento de 43% em relação ao ano anterior. O patrimônio líquido chegou a R$ 9,779 bilhões, o que permitiu que o retorno no ano pulasse de 18% para 22,8%. Nem mesmo o aumento da inadimplência ao longo de 2006 tirou o brilho do balanço. Para fazer frente a maiores gastos com provisões, o Real direcionou seus empréstimos principalmente para pessoas físicas e pequenas e médias empresas, com "spreads" mais altos do que o restante das linhas. - 26% do crescimento da carteria teve ênfase em segmentos de maior rentabilidade - afirmou o presidente do banco, Fábio Barbosa. Pelo balanço divulgado ontem, a carteira total de crédito chegou a R$ 49,651 bilhões, com alta de 26% no período. Enquanto o volume de novos empréstimos para grandes empresas caiu 4,5%, o voltado para pequenas e médias teve crescimento de 30,3% e 43% respectivamente. Na ponta das pessoas físicas, os empréstimos somaram R$ 21,708 bilhões (43% da carteira total), 23,7% a mais do que em 2005. No mesmo período, as provisões para os chamados créditos de liquidação duvidosa passaram de R$ 1,503 bilhão, em dezembro de 2005, para R$ 2,497 bilhões - mais 66%. Só no segmento de pessoas físicas, os créditos vencidos há mais de 90 dias chegaram a 4,7% da carteira, contra 3,8% no final de 2005. Barbosa acredita que, com a tendência de queda de juros e aumento da massa salarial, os índices de inadimplência se estabilizem neste ano. Barbosa rechaçou ainda os rumores que o Real poderia ser absorvido por outra instituição no país. Segundo ele, em reunião realizada na semana passada em São Paulo o "board" do banco aprovou novos investimentos e deu sinal verde para aquisições no caso de "aparecer uma boa oportunidade". - Não estamos à venda. Somos, ao contrário, um banco comprador - afirmou ele. O próximo a divulgar seu balanço, na segunda-feira, será o Bradesco. A expectativa dos analistas é de um lucro entre R$ 4,8 bilhões e R$ 5 bilhões, contra R$ 5,5 bilhões em 2005. O Itaú também deve anunciar valor próximo de R$ 4,6 bilhões. Diferentemente de outros períodos, Bradesco e Itaú optaram por antecipar o abatimento de ágios pagos por aquisições recentes de outras instituições. Isso acabou reduzindo os ganhos finais. Também deve pesar o aumento dos gastos com inadimplentes.

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